Projeto Líderes
Celso Cruz
Neuropsicólogo Analista
Fone: (62) 8421-7779
Email: celsocruz@grupoapoema.com.br
Herói
A definição de herói hoje em dia é bastante diferente daquele que era estabelecida na antiguidade. Hoje, qualquer um pode tornar-se um herói, bastando, para isso, um ato de bravura. No passado, além da coragem, o herói deveria ser possuidor de fé e ambição, dominar suas habilidades, ser fiel a sua família e credo e participar de uma aventura.
Herói em nós
Falaremos um pouco da capacidade que todos temos em acionar o herói. Cada um sabe das próprias dificuldades e sente as encruzilhadas que a vida às vezes propõe. E cada um sabe, da mesma forma, que se não for à força que aciona o herói interno, as construções na vida não acontecem, a auto piedade impera, e sentimo-nos derrotados, perseguidos pelo mau tempo sobre as nossas cabeças.
Todo ser humano quer ser feliz e esse é um negócio difícil de alcançar. Ás vezes, sentimos a força que nos move em direção à auto realização, à felicidade. Mas, por outro lado, sentimos também diversas outras forças a serem vencidas no constante processo de desenvolvimento psíquico e de batalha diária pela vida.
Já se batalha pela vida sustentável… imagine quando se fala em qualidade de vida, em encontro consigo mesmo e realização pessoal… Por vezes são metas no horizonte, sempre no horizonte.
Aí é que está o ponto. É preciso ter coragem e confiar que podemos dar um passo a mais. Confiar no potencial da figura simbólica do herói que na mitologia grega sempre foi descrito como uma entidade humana e vinda de deus… parte humano, mundano normal, mais-um, parte divina, iluminada.
Joseph Campbell, mitólogo americano, descreveu em seu livro “O Herói de Mil faces” a típica jornada realizada pelos mais diversos heróis, em diferentes culturas.
Uma jornada heróica, seja nas histórias contadas pelos gregos, maias, chineses ou africanos, sempre é composta por três etapas: a iniciação do herói através de sua entrega à missão, a transformação e o retorno.
Quando retorna, o herói carrega as informações colhidas na jornada e, inevitavelmente, pela experiência foi transformado e pode transformar seu povo.
Assim aconteceu com Ulisses, Prometeu e Hércules. Assim também ocorre com muitos pais, educadores, médicos, executivos, enfim, com quem se permite ser assistido por aquilo que Carl Jung chamou de arquétipo do herói.
Aquele que tem o arquétipo do herói ativado nos momentos significativos de sua vida será por ele auxiliado e transformado. Mas devemos nos implicar nesse processo. Trazer os objetivos lá do horizonte é nossa responsabilidade e não adianta reclamar do tempo ruim.
É necessário, por isso, que se permita à iniciação. É necessário ter a coragem de um herói para deixar que as experiências da vida sejam as mais profundas e significativas.
É preciso ter a disposição e o desprendimento ao seguro e conhecido para ser lançado na totalidade da jornada tal qual o herói.
E então ser transformado… Amadurecer e ampliar a consciência sobre si e sobre o mundo para construir uma existência significativa e compartilhar desse conhecimento com os outros.
Herói (conceito)
Produto do conúbio de um deus ou de uma deusa com um ser humano, o herói simboliza a união das forças celestes e terrestres. Mas não goza naturalmente da imortalidade divina, se bem que conserve até a morte um poder sobrenatural: deus decaído ou homem divinizado. Os heróis podem, no entanto, adquirir a imortalidade, como Pólux e Heracles. Podem também ressurgir dos seus túmulos e defender contra o inimigo a cidade que se pôs sob a sua proteção. O protótipo do herói grego imortalizado é Heracles (Hercules).
O herói tem direito, por motivo de suas tendências passionais normais a toda a parte mágica do saber. O guerreiro é, muitas vezes, adivinho ou profeta.
O herói simboliza o elo evolutivo (o desejo essencial), a situação conflitante da psique humana agitada pelo combate contra os monstros da perversão. O herói é também ornado com os atributos do Sol, cuja luz e calor triunfaram das trevas e do frio da morte. O apelo do herói, segundo Bérgson está no cerne da moral aberta e, no campo espiritual, o motor da evolução criadora. C. G. Jung, nos símbolos da libido, identificará o herói com o poder do espírito. A primeira vitória do herói é a que ele conquista sobre si mesmo.
Celso Cruz
Grupo Apoema


março 12th, 2010 at 14:09
Oi Celso quanto tempo, ainda dando trabalho pro povão heim… =/
O triste do herói e que muitas vezes seu caminho é solitário e de renuncias… tem de suportar fardos pesados.. e ainda muitas vezes pode ser visto como vilão dependendo do ponto de vista, Mas me diga se não fosse assim difícil, ele poderia ser chamado de herói? Todo grande herói tem um grande vilão, seja um dragão ou …. o imposto de renda ^^…
Não se esqueça de seus antigos aprendizes vai la um dia desses…