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ago
admin

Mesmo ela, a Chapeuzinho Vermelho, tem de enfrentar o assédio do lobo predador em sua estrada solitária. Viver num mundo cheio de inimigos malocados, prontos para dar cabo da gente, é uma carga que torna a vida uma luta e tanto. Se eu não vencer os obstáculos e seguir em frente, posso perder o emprego, me tornar um fracassado e ser encaminhado para alguma entidade solidária onde ajudarão a superar “bloqueios” e “fixações” psicológicas. Para existir, tenho de desenvolver, subir, defender, segurar, pois esta é a definição heróica de existência. Isso não é muito divertido – e quando Chapeuzinho Vermelho pára para colher flores para a vovozinha, eis que surge o lobo.

 

A esta definição paranóica da vida – a vida como luta, competição pela sobrevivência, o outro como aliado ou como inimigo, torna-a fatalista. “Já que o ambiente está cheio de lobos, temos que nos organizar em grupos para sobreviver” - alguém diz. Assim, a empresa se torna hostil, e o “corporativismo” vingativo e egoísta, onde se você não está do meu lado, está do lado deles, fica claro e absurdo. As pessoas querem jogar, mas não tem competências para jogar um bom xadrez, pois todo jogo tem suas regras e éticas. Fica nesta brincadeira infantil do TOM e CHERRY. No começo é até divertido, mas depois se torna cansativo e insuportável.

 

E o melhor de tudo, CADÊ A EMPRESA? Já que está correndo atrás dos TOMs, os CHERRYs não tem tempo de trabalhar para a empresa, não realizando suas atividades adequadamente e o melhor de tudo ainda, coloca as desculpas e justificativas nos TOMs de não ter realizado suas obrigações. É, alguém tem que carregar o fardo, que sejam os inimigos. Mas, quem são os CHERRYs e quem são os TOMs? Está ai uma grande dúvida.

 

Mas ficamos por aqui.

 

 

Grupo Apoema

Celso Cruz



Autor:
admin
Data:
terça-feira, agosto 12th, 2008 ás 8:06
Categoria:
Treinamento e Desenvolvimento Pessoal e Profissional
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Uma Comentario para para “Chapeuzinho Vermelho”

  1. Hilton Filho Diz:

    Muito interessante seu texto, essa “luta” que travamos diariamente essa paranoia, as vezes (sempre)sinto caminhando sobre a tênue barreira que separa a loucura da sanidade.
    Diante dessas batalhas, e de tantos outros “turbilhões de emoções” tão simplismente humanas, sei que já criei bloqueios, verdadeiras muralhas. Mas a guerra continua, de uma forma ou de outra. Dessa maneira, só resta tentar ver o que tem no fim da toca do coelho.

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