Numa pesquisa chamada “Você Conhece Seu Cérebro?”, perguntei a 2000 cariocas, entre outras coisas, se eles concordavam que “utilizamos normalmente apenas 10% do nosso cérebro.” A metade concordou. Fiz a mesma pergunta a 35 neurocientistas, e somente 2 concordaram. O veredicto? Essa estória de usar 10% do cérebro é nada mais do que um mito.

 

Vamos deixar claro logo do começo: não há qualquer razão científica para supor que usemos 10% do nosso cérebro. Nem 10% dos seus neurônios. Nem 10% da sua capacidade. Todas as evidências sugerem o contrário: usamos nosso cérebro INTEIRO. Os 10% ficam por conta da imaginação de quem conseguiu convencer quase metade da população do Rio a aceitar esse mito.

 

Por que tantas pessoas aceitam essa idéia dos 10% do cérebro? Talvez porque à primeira vista, essa estória parece muito convidativa. Se usamos 10% do cérebro, então temos 90% de reserva, que se conseguirmos aprender a usar, poderíamos ficar até dez vezes mais inteligentes, memorizar dez vezes mais fatos, fazer contas dez vezes mais rápido… Tudo balela.

 

E o que é pior, com gravíssimas conseqüências. Quem acredita que 90% do seu cérebro são dispensáveis não tem porquê evitar choques à cabeça usando capacete na motocicleta ou cinto de segurança no carro. Quem não sabe que usa seu cérebro inteiro a todos os momentos ainda não pôde realmente apreciar a maravilha que tem dentro da cabeça, e fica susceptível ao assédio de livros e cursos que se auto-denominam “científicos” e pretendem ensinar “como usar os outros 90%”. Espalhar o mito de que usamos 10% do cérebro ou da sua capacidade é um dos maiores desfavores que a mídia já fez ao homem e à ciência.

 

Quais 10%?

 

Para entender por que a estória dos 10% é balela, primeiro é necessário esclarecer de que 10% estamos falando. Se são 10% da massa cerebral, 90% do que temos dentro da cabeça devem então ser dispensáveis. Se são 10% dos neurônios, os outros 90% devem ser silenciosos, ou então redundantes, servindo só como “reservas”. Ou se são 10% da capacidade de desenvolvimento intelectual… será que alguém sabe o que seriam os 100%?

 

Em qualquer dos três casos, toda a evidência científica está do outro lado. Lesões do cérebro, mesmo pequenas, têm conseqüências graves ao intelecto e ao comportamento. Também é possível “escutar” as células nervosas em atividade, e em sua grande maioria, e em quase todo o cérebro, é possível identificar algum aspecto do mundo ou do comportamento animal relacionado.

 

Quanto às potencialidades, não é simples tentar estabelecer um limite de o quê o cérebro pode ou não conseguir fazer. Mesmo porque várias vezes um limite parece ter sido atingido, só para então ser ultrapassado graças a uma mudança de estratégia - exatamente como no caso de atletas de competição.

 

100% não são o limite

 

Se usamos toda a capacidade do cérebro, como é possível então desenvolver nossas habilidades? A resposta está na propriedade mais maravilhosa e característica propriedade do sistema nervoso: a capacidade de fazer novas combinações entre seus elementos. Embora a transmissão não possa ser mais rápida, sua eficiência pode aumentar (até um certo limite, mais uma vez!), ou diminuir. Quando aumenta, a conexão entre dois neurônios fica “fortalecida”; quando diminui, a conexão fica “enfraquecida”. Além do mais, cada conexão não é fixa; uma conexão enfraquecida demais pode ser eliminada, e sempre dentro do que um neurônio pode suportar, uma nova pode ser feita em outro lugar, com outro neurônio. Fortalecer essas novas conexões, estabilizando-as, é uma maneira de criar novas associações. Os neurocientistas hoje estão convencidos de que é esta a base do aprendizado. Como sempre se pode tirar uma conexão daqui e criar outra ali, será sempre possível fazer mais uma combinação, mais uma associação entre neurônios, e aprender mais alguma coisa. Talvez nem sempre fique tudo na lembrança; talvez seja mesmo necessário esquecer algumas coisas para poder lembrar de outras. Não importa. Aprender, a mais nobre função do cérebro, não funciona a 10%, nem a 100%, nem a 1% da sua capacidade. Não há limite. Simplesmente funciona. (SHH)

 

Leia o artigo completo.

 

http://www.cerebronosso.bio.br/o-mito-dos-10-do-crebro/

 

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…e pessoas tristes tendem a ter pessoas tristes ao seu redor. Isso é o que mostra o estudo do sociólogo Nicholas Christakis e do cientista político James Fowler. Com base nos dados de um projeto que vem monitorando o estado emocional e de saúde das pessoas da cidade de Framingham, em Massachusetts (EUA), desde 1948, eles mostram que as emoções, além de serem imediatamente contagiosas a pequenas distâncias, também se distribuem em redes de interações sociais de longo alcance - como a internet.

 

É isso aí: pessoas que colocam fotos sorridentes em seus perfis em sites de networking social, como o Facebook, tendem a se associar com outras de avatares também sorridentes - e os carrancudos também se preferem uns aos outros.

 

E mais: os sorridentes tendem a ter mais “amigos” no Facebook do que os não-sorridentes.

 

Curioso pensar que o número de “amigos” ligados à sua página pessoal pode mudar se você apenas… sorrir!

 

 

Fonte: The secret of happiness: grinning on the internet 

 

 

http://www.cerebronosso.bio.br/pessoas-felizes-atraem-pessoas/

 

Grupo Apoema

Atividade Física para Mulher Gestante

 

 

Introdução

 

A gestação é o período de tempo em que se desenvolve o embrião no útero, desde a concepção até ao nascimento. A mulher grávida altera o seu sistema corpóreo, possibilitando o desenvolvimento e crescimento do embrião. Este, podendo ser, o maior desafio físico que a média das mulheres enfrenta durante seu período de vida e na sua imensa maioria as mulheres não estão muscularmente preparadas para suportar as tensões da gravidez e do parto.

É definida a atividade física como qualquer movimento corporal decorrente de contração muscular, com dispêndio energético acima do repouso que, em última análise, permite o aumento da força física, flexibilidade do corpo e maior resistência, com mudanças, seja no campo da composição corporal ou de performance desportiva.

Perceber as melhorias na saúde e na qualidade de vida das gestantes através dos exercícios físicos é uma oportunidade de refletir sobre este momento da mulher e proporcionar um estilo de vida mais ativo, integrando componentes e determinantes de ordem biológica e psico-sócio-cultural, sendo o objetivo do artigo demonstrar algumas pesquisas realizadas nesta área.

 

            Desenvolvimento

 

O corpo de uma mulher grávida está em processo de transformação, durante os nove meses de gestação, a mulher terá de aumentar sua capacidade cardio-respiratória, lidar com uma carga elevada do hormônio progesterona, adaptar seu centro de equilíbrio e sua coluna vertebral ao crescimento do feto, do útero e da barriga que vai surgindo e preparar-se para o momento do parto e somando a ansiedade com a chegada da criança.

Apesar de ainda existirem poucos estudos nesta área, exercícios de intensidade leve a moderada podem promover melhora na resistência e flexibilidade muscular, sem aumento no risco de lesões, complicações na gestação ou relativas ao peso do feto ao nascer. A mulher praticante de exercício físico pode suportar melhor o aumento de peso e atenuar as alterações posturais decorrentes desse período, diz as pesquisadoras do HC-FMUSP, Lima e Oliveira (2008), em seu artigo Gravidez e Exercício .

Com o crescente aumento de mulheres que praticam exercícios fiscos e esportes de forma regular, está surgindo um consenso geral na literatura científica de que a manutenção de exercícios de intensidade moderada durante uma gravidez não-complicada proporciona inúmeros benefícios para a saúde da mulher. Mas, os pesquisadores da Saint Louis University School of Public Health (2005) descobriram que mulheres grávidas não eram tão ativas quanto mulheres não grávidas. Eles analisaram os dados de mais de 150.000 mulheres grávidas e não-grávidas, que foram entrevistadas por telefone em 1994, 1996, 1998 e 2000.

            Lopes (n.d.) explique que,

Hoje, sabe-se que a atividade física bem orientada diminui as complicações obstétricas, ajuda a prevenir o diabetes gestacional e a hipertensão arterial, evita problemas como dores lombares e inchaços, reduz o risco de parto prematuro e pode contribuir para um trabalho de parto mais rápido e tranqüilo.

 

A atividade física auxilia de forma significativa no controle do peso e na manutenção do condicionamento, além de reduzir riscos de diabetes gestacional, condição que afeta 5% das gestantes. Lopes confirma que há a melhoria da capacidade cardiorrespiratória trazida pela atividade física, que deixa coração, pulmões e sistema circulatório mais preparados para a sobrecarga física natural da gravidez. O exercício contribui ainda para o aproveitamento da glicose pelo corpo através da ativação dos grandes grupos musculares, propiciando uma melhor utilização da glicose e aumentando simultaneamente a sensibilidade à insulina – o que reduz a possibilidade dos diabetes – e estimula a circulação sangüínea, diminuindo a chance de inchaços. Também reforça musculaturas importantes para a grávida, como a abdominal, fundamental para ajudar a expulsar o bebê na hora do parto, e a lombar, que fica sobrecarregada pelo peso da barriga e, se não for trabalhada, pode causar dores nas costas.

No artigo de Lima e Oliveira (2008) diz que os estudos nesta área também mostram que a manutenção da prática regular de exercícios físicos ou esporte apresenta fatores protetores sobre a saúde mental e emocional da mulher durante e depois da gravidez. Além disso, existem dados sugestivos de que a prática de exercício físico durante a gravidez exerce proteção contra a depressão puerperal.

Além das melhorias generalizadas que proporcionam à saúde da mulher, por certo os exercícios têm efeito favorável no desenvolvimento pré-natal da criança e, também, reduzem os perigos de complicações circulatórias e cardíacas à mulher. Mesmo as mães mais jovens sofrem dores severas e crônicas na região lombar. O Artigo publicado no Jornal da Associação Médica Americana, foi demonstrado que a falta de exercícios entre mulheres de 18 a 23 anos de idade é a mais freqüente causa das agudas dores nas costas, durante e depois do período de gravidez. E, praticamente todas as mulheres grávidas experimentam algum desconforto musculoesquelético durante a gravidez. Estima-se que cerca de 25% delas apresentem ao menos sintomas temporários. Lima e Oliveira (2008) afirmam que as mulheres grávidas apresentam um rico aumentado de queixas musculoesquelétivas, principalmente lombalgia. A mudança do centro de gravidade, a rotação anterior da pelve, o aumento da lordose lombar e o aumento da elasticidade ligamentar são os principais responsáveis pelos sintomas. Há estudos que demonstraram que um programa de exercícios executados três vezes por semana durante a segunda metade da gravidez parece colaborar na redução da intensidade das dores lombares, aumentando também a flexibilidade da coluna. Na literatura também encontra estudos envolvendo exercícios para a musculatura pélvica durante a gravidez, afirmando os benefícios deste tipo específico de exercício como forma de prevenção à incontinência urinária associada à gravidez.

Percebe-se que o exercício físico tem como objetivo não apenas manter o peso ou a boa forma da gestante, mas como explica Romani (n.d.), coordenador de Atividade Física do Fleury,

 

Exercício até pode ajudar a grávida a controlar melhor o ganho de peso durante a gestação, mas não deve ser praticado com o objetivo único de não engordar. Mulheres que já praticavam exercícios podem continuar, desde que numa intensidade mais baixa. Mas aquelas que eram sedentárias devem começar com exercícios mais leves, de baixo impacto.

 

As mulheres grávidas devem trabalhar com uma margem de segurança, evitando os riscos e os exageros. Romani (n.d.) presa bastante os cuidados com as gestantes, pois, a prática de exercícios acarreta riscos potenciais para o feto, podendo gerar estresse fetal, restrição de crescimento intra-uterino e prematuridade. Há algumas evidências de que a prática de exercícios intensos e com grande freqüência, mantidos por longos períodos da gravidez, possam resultar em crianças com baixo peso. Mas, estas situações ocorrem com o não acompanhamento adequado do exercício físico.

            Para Batista et al (n.d.) alguns exercícios merecem recomendações especiais sobre o desenvolvimento de sua prática ou contra-indicação neste período. A intensidade do exercício deve ser monitorada de acordo com os sintomas que a gestante apresentar. Batista et al (n.d.) diz que a intensidade se revela através da demanda sobre o sistema cardiovascular.

            Em seu artigo apresenta alguns exercícios físicos e/ou situações não recomendadas para a prática durante o período gestacional:

 

a) qualquer atividade competitiva, artes marciais ou levantamento de peso;

b) exercícios com movimentos repentinos ou de saltos, que podem levar a lesão articular;

c) flexão ou extensão profunda deve ser evitada, pois, os tecidos conjuntivos já apresentam frouxidão; exercícios exaustivos e/ou que necessitam de equilíbrio principalmente no terceiro trimestre;

d) basquetebol e qualquer outro tipo de jogo com bolas que possam causar trauma abdominal;

e) pratica de mergulho (condições hiperbáricas levam a risco de embolia fetal quando ocorre a des-compressão);

f) qualquer tipo de ginástica aeróbica, corrida ou atividades em elevada altitude são contra-indicadas ou, excepcionalmente aceitas com limitações, dependendo das condições físicas da gestante;

g) exercícios na posição supino após o terceiro trimestre podem resultar em obstrução do retorno venoso.

 

Sabe-se que, apesar de se verificar uma diminuição do oxigênio fetal e da disponibilidade de carboidratos durante o exercício, esta redução é acompanhada de adaptações fisiológicas, como o aumento da extração de oxigênio, redistribuição intra-uterina e hemoconcentração, relata em seu artigo escrito para a Faculdade de Medicina de Lisboa, Gouveia et al (2007). Continua dizendo que alguns estudos mostram que um programa de exercício físico de moderada intensidade, iniciado numa fase precoce da gravidez, durante a fase hiperplásica do crescimento placentar, pode aumentar a capacidade funcional da placenta, aumentando a distribuição de nutrientes e assim o crescimento fetal. Não parece existir evidência que o exercício aumente a temperatura da mãe a níveis prejudiciais para o feto, como se supunha.

No estudo efetuado por Gouveia et al (2007),

 

“Tal como outros autores encontramos uma relação positiva entre a maior escolaridade da mãe e a prática de exercício durante a gravidez. No entanto, verificamos que a prática de exercício era mais freqüente entre os 25-34 anos, enquanto noutros estudos é referida maior freqüência nas mães mais velhas. Embora não tenhamos questionado o rendimento das mães, verificamos que as mães empregadas realizavam mais frequentemente exercício, o que parece ser concordante com outros estudos em que se encontrou uma relação positiva entre o rendimento e a prática de exercício. Não se encontrou neste estudo correlação significativa entre a prática desportiva e a etnia ou estado civil, contudo, alguns autores verificaram maior freqüência de exercício nas caucasianas”.

 

Lima e Oliveira (2008) relacionaram as contra-indicações de exercício físico durante a gravidez para as mulheres que sofrem as seguintes complicações:

 

- Contra-indicações absolutas

- Doença miocárdica descompensada

- Insuficiência cardíaca congestiva

- Tromboflebite

- Embolia pulmonar recente

- Doença infecciosa aguda

- Risco de parto prematuro

- Sangramento uterino

- Isoimunização grave

- Doença hipertensiva descompensada

- Suspeita de estresse fetal

- Paciente sem acompanhamento pré-natal

 

E contra-indicações relativas:

 

- Hipertensão essencial

- Anemia

- Doenças tireoidianas

- Diabetes mellitus descompensado

- Obesidade mórbida

- Histórico de sedentarismo extremo

 

As descobertas suportam um artigo de Artal (2005), principal autor das “Recomendações para exercícios durante a gravidez - 2002″, do College of Obstetrics and Gynecology e chefe do departamento de obstetrícia e ginecologia da Saint Louis University. Disse que poucos colegas obstetras encorajam suas pacientes saudáveis a praticar exercícios durante a gravidez. “A hesitação dos obstetras recomendarem exercícios durante a gravidez tem suas raízes em uma visão antiquada da gravidez como um período de confinamento”, afirma Artal (2005).

           

Conclusão

 

Exercícios físicos regulares durante a gravidez parecem melhorar ou manter a capacidade física e a boa imagem corporal. Entretanto, os dados ainda são insuficientes para esclarecer os possíveis riscos e benefícios para a mãe e o recém-nascido, não existindo consenso no estabelecimento da conduta ideal ou qualquer tipo de padronização para essa prática.

Na literatura pesquisada cada autor estabeleceu o tipo de atividade de interesse no estudo, sua duração, intensidade e freqüência, dificultando assim a comparação dos resultados encontrados nos diferentes artigos. Todavia, tendo por base a revisão, concluiu-se que quando indicada, a prática de atividade física regular, moderada, controlada e orientada pode produzir efeitos benéficos sobre a saúde da gestante e do feto, trazendo qualidade de vida. E para que aja a prática dos exercícios as gestantes devem ser avaliadas antes de iniciarem qualquer atividade física por profissionais especializados.

            Assim, percebe-se a importância do papel dos profissionais de saúde no processo educativo e prático, com informações e acompanhamento dos exercícios físicos.

 

Referencias Bibliográficas

 

 

Lima, Fernanda R. e Oliveira, Natália. Gravidez e Exercício. Sociedade Brasileira de Reumatologia 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&p id=S0482-50042005000300018> Acesso em: 10 out. 2008.

 

Lopes, Marco Antonio Borges. Cuidados com a mulher grávida. IPASEP (n.d.). Disponível em: <http://www.ipasep.pa.gov.br/art_110308.cfm> Acesso em: 10 out. 2008.

 

Romani, Renato. Cuidados com a mulher grávida. IPASEP (n.d.). Disponível em: <http://www.ipasep.pa.gov.br/art_110308.cfm> Acesso em: 10 out 2008.

 

Batista, Daniele Costa; Chiara, Vera Lucia; Gugelmin, Sílvia Ângela; Martins, Patrícia Dias. Atividade física e gestação: saúde da gestante não atleta e crescimento fetal. NOME DA REVISTA SCIELO (n.d.). Disponível em: <http://www.scielo. br/scielo.php?pid=S151938292003000200004&script=sci_arttext&tlng=es> Acesso em: 10 out. 2008.

 

Gouveia, Raquel; Martins, Sara; Sandes, Ana Rita; Nascimento, Catarina; Figueira, Joana; Valente, Sandra; Correia, Susana; Rocha, Evangelista; Silva, Lincoln J. Silva. Gravidez e Exercício Físico – Mitos, Evidências e Recomendações. Acta Méd Port 2007. Disponível em: <http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2007-20/3/209-214.pdf> Acesso em: 10 out. 2008.

 

Artal, Raul. Mulheres grávidas não se exercitam o suficiente. Medicine & Science in Sports & Exercise 2005. Disponível em: <http://www.emedix. com.br/not/not2005/05nov08obs-msse-pwd-exercicio.php> Acesso em: 10 out. 2008. 

Artigo realizado por universitárias da FAFICH

Grupo Apoema

Com o final de ano e a proximidade do natal, o comércio recebe um aumento de demanda que exige aprimoramento dos serviços e contratação de novos profissionais. Por isso, esta é a melhor época para o mercado de empregos temporários.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e do Trabalho Temporário (Asserttem), serão abertas cerca de 113 mil vagas temporárias no Brasil este ano, 8% a mais que em 2007. Metade das vagas oferecidas estão destinadas ao sudeste. Somente o estado de São Paulo terá mais de 36 mil novos empregos. A Asserttem ainda informa que há uma probabilidade de que 42 mil dos empregados no país, ou 37%, sejam efetivados.

 

Sebastião Campos, diretor da Oliveira Campos Consultoria Empresarial, adverte profissionais que buscam a oportunidade de serem contratados após o término do trabalho temporário. O consultor afirma que o principal é não encarar o emprego como momentâneo para que atitudes displicentes não prejudiquem o desempenho do candidato. “O conselho a ser seguido é: dê o máximo de si na posição que está ocupando e não encare o trabalho como um passa tempo.

Ainda que o empregado não venha a ser efetivado, é de extrema importância que ele demonstre ao máximo sua vontade de trabalhar e se desenvolver”, adverte Campos.

 

Vale ressaltar que o bom profissional pode sempre ser lembrado após algum tempo ou ainda obter recomendação para posições em outras companhias.

 


Para a empresa é conveniente aproveitar os melhores candidatos e efetivá-los após o término do serviço temporário devido à escassez de profissionais qualificados no mercado. Sebastião ainda explica que para o próprio candidato a situação de temporário também é mais confortável e satisfatória para conseguir o emprego. No ambiente de trabalho, pode-se mostrar as qualificações de fato, diferente de uma posição de testes e entrevistas em que a pressão de ser avaliado pode prejudicar o desempenho.


Ele afirma que as empresas utilizam esse período para fazerem uma espécie de processo seletivo. “É natural que seja assim, uma vez que o funcionário novato está em uma situação real em que suas habilidades, seu comprometimento com o trabalho e sua vontade ficam expostos e podem ser vistas na situação real de trabalho”, confirma.


Segundo estudo elaborado pelo Centro de Orientação Fiscal - Cenofisco, mais de 50% de trabalhadores temporários são contratados pelas empresas na época do Natal.

 

Pollyanna Melo

 

www.administradores.com.br

 

Grupo Apoema

Ao longo de inúmeras solicitações de profissionais de saúde e estudantes de todo mundo resolvemos repassar um pouco de nossas pesquisas e metodologia de atuação a profissionais de saúde, estudantes e a comunidade, em cursos de extensão rápida à distância, cada um com carga horária de 80 horas.

 

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Jorge Antonio Monteiro de Lima

Analista pesquisador em saúde mental psicólogo

Instituto OlhosDaAlmaSã

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qua
19
nov
8:53

A tirania do Pai

 

Comoção nacional o caso de Isabella uma criança de cinco anos asfixiada por sua madrasta e jogada do sexto andar de um edifício por seu pai o advogado Alexandre Nardoni. Estava de férias viajando quando veio a tona o escândalo que tomou a mídia brasileira, roubando todos os espaços possíveis e imagináveis. E da mídia toda sociedade não existe outro assunto.

 

Sexta a noite em uma roda de conversa com amigos em um bar comendo nosso tradicional churrasco o tema da pauta: homicídio cruel de uma criança. A indignação de colegas, a dificuldade de crer no absurdo, no inimaginável, a crença de que foi um assaltante, um invasor, a própria mãe da menina, enfim ninguém queria acreditar que o próprio pai de uma criança teria coragem de ser cruel com sua própria filha.

 

Porém a realidade em nosso país é totalmente surreal no que diz respeito a temática da violência doméstica, especialmente dos genitores para com as crianças. Casos como o de Isabela ocorrem diariamente e ainda piores com a violentação da criança deixando lhe traumas por toda uma vida.

 

O caso de Isabella Nardoni foi o sorteado pela imprensa no país. É a bola da vez na imprensa. Assustou a sociedade pelo fato dos agressores seu pai e sua madrasta serem uma família “normal” de classe média, advogado, uma pessoa “bem sucedida”. Se fosse uma criança de periferia filha de pessoas humildes o caso não teria tamanha repercussão e é o que ocorre diariamente quando esbarramos com crianças abusadas e mortas por seus genitores quotidianamente.

 

Existe na prática em nossa sociedade uma legião de vítimas da agressividade e do descontrole de genitores e de figuras de autoridade que em surto voltam se contra crianças. Especialmente tendo como agente etiológico da agressividade o descontrole emocional por vezes provocado pelo alcoolismo e ou pelo uso de outro tipo de droga. Fora a incapacidade de amor do pai para com seu filho.

 

Existe no mundo muitas crianças que “não pediram para nascer”. Pessoas que foram concebidas não em um ato de amor, mas em uma aventura.

 

Camisinhas furadas se é que o preservativo um dia existiu. Pessoas que não foram planejadas, desejadas, queridas, tão pouco esperadas. Em consultório na prática da análise em psicoterapia encontramos este tipo de indivíduo na vida adulta com um dos piores tipos de ferida psíquica, o abandono. E muito pouco se fala do abandono dos pais e genitores como agente de agressividade e causador de trauma psíquico. Mas isto aprofundaremos em outro artigo.

 

O fato é que o caso da menina Isabella é apenas mais um dado estatístico triste no Brasil no qual mais uma criança foi morta por aqueles que deveriam lhe cuidar e dar amor. Gritos, palavrões, ofensas, terrorismo psicológico, ignorância, espancamento até a morte são fatos que nos acompanham, é nossa herança animal antiga, só que hoje em dia tema de pauta de mídia. O animal ser humano que - às vezes - pensa reagindo com seu instinto agressivo de forma bárbara.

 

Existe uma equação simples na temática da violência que raras pessoas querem perceber: sociedade agressiva fomenta pessoas agressivas. Isto torna se um problema grave a medida em que a maior parte das pessoas apenas projeta sua própria agressividade no mundo exterior sem tomar consciência do que um dia em uma fatalidade poderiam cometer. Assim se reconhece a violência fora, porém não se percebe a engrenagem social que criamos que quotidianamente retroalimenta a violência urbana e familiar.

 

Lamentavelmente existem no mundo indivíduos que jamais poderiam tornar se pais. Em geral pessoas egoístas, imaturas, hedônicas incapazes de olhar ao próximo e ter um mínimo de cordialidade. Por serem descuidados com seu próprio corpo e inconseqüentes acabam concebendo alguém não desejado, um saco de pancadas que veio ao mundo para apanhar e ser humilhado.

 

Jorge Monteiro de Lima

 

http://www.olhosalma.com.br/violencia_urbana

 

Grupo Apoema

ter
18
nov
13:11

Por que, enquanto um fracassa, outro, sem nenhum mérito aparente, alcança seus objetivos?


Por que, enquanto um leva uma existência medíocre, banal, outra, sem qualquer vantagem visível, é capaz de grandes realizações?


Na fórmula, uma coisa é certa: Nem sempre aptidões especiais, mas quase sempre a mentalidade para com a vida e não para com um objetivo isolado é o diferencial.Muitos desperdiçam suas capacidades, habilidades e talentos, alguns se subestimam, outros esperam que façam, muitos desenvolvem medo e cepticismo e assim restringem toda sua percepção, castrando e impedindo seu crescimento rumo aos objetivos, mantendo-se inativos, inertes, e aflorando seus complexos. Desenvolvem as Autolimitações, como: Nasci do lado errado da cerca “Não tenho pistolão” “Não conheço um político” ou “Não tenho instrução suficiente”.

 

 


No entanto há duas formas de chegar a um objetivo, ambas envolvem mentalizar o sucesso de uma maneira diferente, mantendo o foco. Dois Caminhos de percurso diferente e mesmo assim ambas podem conquistar o alvo, porém com uma diferença significativa, o Tempo e o preço.


Para isso ilustramos:


Uma viagem de 700 km – 2 motoristas em veículos com a mesma condição:
Um providencia um mapa – celular – dinheiro suficiente. Certifica-se com amigos o melhor percurso e a condição da estrada. Faz uma breve revisão mecânica, checa os documentos e abastece o veículo. Não se esquece confirmar a reserva do hotel, e parte em um horário mais conveniente e menos desgastante.


Outro sabe da estrada que o leva para o rumo e no caminho (quem tem boca vai a Roma), abastece e calibra os pneus, leva pouco dinheiro, afinal se precisar usa o cartão e lá encontra um lugar para ficar. Não avalia o horário.


Quem possui a melhor chance de chegar com menos desgaste, mais conforto e ser bem mais sucedido?

 


O Caminho mais curto


Você mentaliza o alvo, e usa toda a força do Centro Intelectual ou Centro Motor, deixando o Centro Emocional em último plano. Exemplificamos quatro alvos:1 – Riqueza      2 – Fama      3 – Poder     4 – Carreira

 

 

Baseia toda a vida, sua existência em prol desse objetivo; o estudo, as economias, a busca pelas oportunidades, os contatos pessoais fazendo uma série de desconsiderações; com a família, amigos e outros e principalmente desconsiderações pessoais. Seu objetivo é só remover obstáculos.
A Contra-indicação É não saber o que fazer com a conquista, e isso pode levar a derrocada, não mantém ou perde o que conquistou. Porém antes vem o prejuízo emocional, e uma complexidade de problemas – adversidades são instaladas.O Preço pago é o efeito colateral de quem entra em desarmonia com mundo, criando colapso interno – nervosismo, ansiedade, depressão e outros sintomas que são gerados no centro emocional, por ter sido negligenciado, refletindo no centro intelectual e até mesmo no centro motor (físico). Seus modelos clássicos quando tudo é focado no intelecto e no físico:

 

 


O Empresário bem sucedido apartado da família, O Político Corrupto, maculado, mesmo que eleito. Os abastados que se dopam para dormir, O Artista deprimido, o Atleta egocêntrico.


“Ao se levantar, se o chinelinho não estiver debaixo da cama, ele chuta o cachorro e destrata o porteiro do prédio”. O Desequilíbrio e a desarmonia com o todo estão presentes.

O caminho mais longo

 


Baseia-se no Centro Emocional e com ele você avalia, calcula e considera, não se ilude, nem cede às fantasias.


Preocupa-se em dar sempre o próximo passo. Sem precisar ver a escada inteira. Apenas dá o próximo passo. (Dr. Martin Luther King Junior).


A Base no Centro Emocional evidencia o Caráter que é a grande força de destaque e se bem desenvolvido, criamos oportunidades, granjeamos respeito e simpatia e acrescentando seus Talentos básicos: como Conhecimento, Energia, Tempo, Imaginação afinal tudo nasce de uma idéia, Poder de concentração – capacidade de realizar algo, começo, meio e fim, uma de cada vez, dentro da ordem, da preferência, torna mais resistente e realiza com mais qualidade e menos desgaste.


Aliados às Conquistas.


E com Caráter não negligenciamos.a atenção desinteressada que esperam em pequenas ou grandes coisas. Passamos a ter uma platéia favorável no grande teatro da vida. Somos ajudados a superar obstáculos, e sua atitude previdente evita tantos outros.


O Caráter faz com que a arrogância dê lugar à humildade e para saber se alguém realmente é humilde, Dê poder a ela.


Evidencia Gratidão, sendo grato pelo que recebeu até o momento mantemos um canal. As conquistas atuais são frutos de Sonhos de ontem que foram realizados.


Somos hoje o fruto das decisões do passado e as decisões de hoje ou a omissão resultará no futuro.Não devemos fazer de nossa vida um “laboratório de experiências”


Uma das maiores tragédias de nossa civilização é que 98% das pessoas vivem uma existência inteira sem ao menos se aproximar de qualquer coisa que se assemelhe à definição de um propósito superior na vida.


As Escrituras Gregas atestam e raciocínio óbvio ampara, somente colhemos aquilo que plantamos. (Gálatas 6:7).


Só tiramos da vida o que colocamos nela – nem mais nem menos.

 

 

Max Angélico

 

http://abussoladoser.blogspot.com/

 

Grupo Apoema

ter
18
nov
12:38

À procura da energia que há em nós…

 

 

 

Quase todos conhecemos um desses prodígios de energia - pes­soas excitantes, estimulantes e por vezes exasperantes que tra­balham e se divertem muito mais do que os outros todos. Quando paramos para pensar nisso, quase todos podemos evocar tempos em que também nós transbordávamos de energia, em que os dias pareciam demasiado curtos, em que os limites entre trabalho e diver­timento se diluíam e acabavam por desaparecer.

 

Lembra-se de quando mal podia manter os olhos abertos nas aulas e, contudo, conseguia estar fresco que nem uma alface durante as acti­vidades desportivas ao fim do dia? E aquele ímpeto de energia no iní­cio de um romance, ou face a um desafio no emprego, ou à aproxima­ção de perigo? E, contudo, é tão frequente sentirmo-nos cansados, esgotados, inca­pazes de levantar a mão para cumprir a mais simples tarefa. Deixamos cartas por responder, a torneira a pingar e desperdiçamos completamente a nossa melhor energia em coisas insignificantes ou diante da televisão. Porquê?

 

O ser humano é o tipo de máquina que se avaria por falta de uso. No liceu, aprendemos na Física que a energia cinética está associada ao movimento. O mesmo se aplica à energia humana: renova-se com o uso. Não podemos armazená-la. Todos nós possuímos quantidades enormes de energia em potência, mais aliás do que poderíamos esperar gastar. Se pudéssemos tirar e juntar apenas 10% desta vasta reserva, as nossas vidas alterar-se-iam significativamente. Eis como começar:

 

Ponha-se - e mantenha-se - em forma.

A boa forma física contri­bui enormemente para a energia em todos os aspectos da nossa vida. Frequentemente, o melhor remédio para o cansaço são 30 minutos de exercícios aeróbicos.

 

Tire partido da irritação.

Toda a gente se irrita. Mas contemos tão bem essa emoção que nos privamos do vigor que lhe é inerente. Há alturas em que convém encolerizarmo-nos e mostrá-lo. Mas também existe a possibilidade de nos servirmos da energia fervorosa resul­tante da indignação, mesmo da raiva, e de a aplicarmos para fins po­sitivos. Quando se começar a sentir irritado, aproveite e trabalhe afinca­damente num projecto da sua prefe­rência.

 

Tenha uma atitude positiva.

Nu­merosos estudos sugerem que as pes­soas que encaram a vida de uma forma positiva sofrem muito menos do que as que vêem o Mundo sob um prisma negativo. E têm muito mais energia. Mesmo os grandes reveses da vida podem transmitir-nos uma energia suplementar, fazendo-nos sair da nossa letargia - mas nunca se negar­mos a sua existência. Reconhecer as coisas negativas não significa ser cho­ramingas; significa enfrentar a verdade e seguir em frente. Depois de lidarmos com as coisas negativas, ficamos livres para nos concentrarmos no melhor de nós próprios.

 

Diga a verdade.

Não há nada que transmita mais energia a uma em­ presa do que as pessoas dizerem a verdade umas às outras. Dizer a verdade dá mais resultado quando implica revelarmos os nossos sentimentos, não quando serve para insultarmos outras pessoas e levar­ mos a nossa avante. Tem muita coisa a seu favor - risco, desafio, estímulo e, mais importante que tudo, o libertar imensa energia.

Estabeleça prioridades.

 

Ao tomar­ mos qualquer opção, enfrentamos um facto tremendo: para seguir numa direcção, temos de abrir mão das outras todas. Optar por um ob­jectivo é renunciar a uma série de ou­tros objectivos possíveis. Se nos man­tivermos na expectativa, não fazemos nada. A indecisão leva à inactivi­dade, que, por sua vez, acarreta falta de energia, depressão e desespero. A lassidão mental e espiritual é frequentemente sanada por uma in­tenção determinada de agir. Não se pode fazer tudo, mas pode fazer-se uma coisa e depois outra e mais ou­tra. Mais vale tomar uma opção er­rada do que absolutamente ne­nhuma. Comece por fazer uma lista das suas prioridades - diárias, sema­nais, mensais. Divida-as em catego­rias A, B e C. No mínimo, cumpra as prioridades A.

 

Experimente fazer o mesmo com os objectivos a longo prazo. As prio­ridades sofrem alterações e podem ser alteradas a qualquer momento. Mas o simples facto de as enunciar por escrito clarifica a sua vida e transmite-lhe energia.

 

Assuma compromissos.

Não há nada tão energético como um prazo final claro e inflexível - como muito bem sabe qualquer pessoa que tenha tido de enfrentar uma estreia teatral, um prazo para fechar um negócio ou para entrega de um trabalho. Nem sempre se tem o benefício de um prazo oficial a respeitar, e pode ter de ser você a estabelecer um. Mas leve-o a sério. Uma maneira de o fa­zer é torná-lo público. Revele-o a pessoas influentes na sua vida. Quanto mais inflexível for o prazo, mais difícil será não o cumprir e mais energia acarretará.

 

Não pare.

Reserve um tempo para um planejamento criterioso. Mas não um tempo ilimitado. O que quer que possa fazer ou pense poder fa­zer - faça-o. Não se esqueça de que não pode armazenar energia; nem reforçá-la poupando-a. Um repouso adequado faz parte de qualquer plano de ac­ção, mas se não for acompanhado de uma acção positiva, o repouso pode simplesmente deprimi-lo.

 

Em última análise, é bem possível que a depressão e a insatisfação se devam em grande parte ao não dis­pêndio de energia e ao não aprovei­tamento do potencial de cada um. Há trabalho construtivo e criativo de sobra para toda a gente. Todos nós podemos aumentar a nossa energia. E desde já!

 

http://km-stressnet.blogspot.com

 

Grupo Apoema

 

 

 

 

 

Até onde você é capaz de chegar para impressionar seu chefe, em nome da estabilidade no emprego? Uma pesquisa da Harris Interactive, realizada a pedido da Randstad USA, revelou que apenas 15% das pessoas estão dispostas a socializar com o chefe fora do escritório, ao passo que 11% aceitariam fazer favores pessoais, que nada têm a ver com o trabalho.


A geração Y, que hoje tem entre 18 e 34 anos, é a que mais anseia impressionar seus chefes, com 80% dando tal resposta. Isso pode ser um reflexo da falta de experiência e da insegurança. O percentual cai conforme a idade avança - e as pessoas se tornam mais seguras profissionalmente.


Resultados da pesquisa


Veja na tabela abaixo o que as pessoas estariam dispostas a fazer em nome da segurança no emprego:

 

O que você faria para impressionar o chefe?

Geração Y (18 a 34 anos)

Geração X (35 a 44 anos)

Boomers (45 a 54 anos)

Maturidade (mais de 55 anos)

Faria alguma coisa para impressionar o chefe

80%

72%

68%

62%

Aceitaria uma responsabilidade extra

65%

56%

50%

53%

Trabalharia além do meu horário

51%

49%

46%

35%

Ficaria no trabalho até tarde ou chegaria mais cedo

48%

40%

29%

22%

Socializaria com meu chefe fora do escritório

28%

15%

6%

4%

Faria favores pessoais

17%

10%

5%

8%

“As condições mais difíceis da economia podem influenciar profissionais a agir de forma diferente com o chefe”, diz o diretor administrativo da Randstad USA, Eric Buntin.

 


A relação com os chefes


Apesar da preocupação crescente das empresas com a liderança, a pesquisa sugere que ainda há muito a fazer. Os profissionais podem até gostar de seus chefes, mas apenas metade dos entrevistados para a pesquisa acreditam que eles são competentes.


Além disso, somente 29% deles enxergam seus chefes como um modelo a ser seguido e um mentor; outros 19% acreditam que seu chefe é seu maior defensor. O percentual demonstra a baixa confiança dos subordinados em relação a seus líderes e menos de um quarto (22%) dizem que se sentem motivados por seus chefes.


“O desenvolvimento profissional dos subordinados e a moral devem ser sempre prioridades para empregadores, especialmente em um cenário de queda do crescimento econômico global, no qual os profissionais devem passar por mais dificuldades”, diz Buntin.


“Um relacionamento saudável entre empregador e empregado é baseado em respeito mútuo. Isso contribui muito para uma atitude positiva no ambiente de trabalho. Líderes que conseguem ter uma conexão com seus subordinados criam um ambiente no qual as pessoas são mais engajadas e produtivas”.

 

 

Karin Sato

 

InfoMoney

 

http://www.administradores.com.br

 

Grupo Apoema

Pesquisa publicada pelo Fórum Mundial de Economia revelou que, apesar do mesmo grau de escolaridade entre ambos os sexos, os salários das mulheres brasileiras representam, em média, 58% dos ganhos dos homens.


A explicação para isso, de acordo com o gerente de Comunicação do Grupo Soma, Paulo Ishimaru, pode estar no fato de as mulheres exercerem funções com salários inferiores, em cargos operacionais de forma geral. “Porém, nunca nos deparamos com empresas solicitando o recrutamento e a seleção de mulheres pelo fato de elas receberem menos”, afirmou.


Reflexo do passado


Conforme disse Ishimaru, apesar de existirem preconceitos a serem vencidos, que são reflexos de uma sociedade machista, em empresas sérias não se faz diferenças de tratamento, salário ou cargos devido ao sexo da pessoa. Mesmo porque isso seria penalizado pela legislação brasileira.


“Apesar de existirem falhas em nossa legislação, remunerar uma pessoa com base no seu sexo constitui quebra dos direitos trabalhistas. Além disso, a empresa pode receber multas do Ministério do Trabalho, ações penais como, por exemplo, de assédio moral”, explicou.


No entanto, o gerente de Comunicação faz uma ressalva: “Não podemos negar que há empresas míopes que acham que as mulheres não podem desempenhar liderança em ambientes de obras onde a força de trabalho predominante é masculina. Nosso conselho não é para as mulheres e sim para as empresas, que perdem a chance de ter ótimas profissionais por receios injustificáveis ou culturais”.


Pesquisa


A diferença de salários coloca o Brasil em uma péssima posição no ranking de igualdade nos rendimentos: de 130 nações, o País está em 100º lugar.


No ranking geral, que considera também as diferenças em educação e saúde, o País ocupa o 73º lugar, uma posição acima da que ocupava no ano passado. A primeira colocada é a Noruega, seguida pela Finlândia e pela Suécia. Os últimos lugares são ocupados pelo Iêmen e por Tchade, que ficam na península Arábica e na África, respectivamente.


Mas, se por um lado o Brasil têm resultados ruins quando analisadas as oportunidades econômicas e políticas, por outro, recebeu boas avaliações em saúde e educação, com as mulheres apresentando uma expectativa de vida maior que a dos homens, e o mesmo grau de escolaridade.