A Arte de Empreender

                  Bíblia Sagrada

 

 A Arte de Empreender________       

 

         Os textos da bíblia trazem ensinamentos esclarecedores e queremos compartilhar com vocês o que encontramos em Juízes 7, que fala da seleção de pessoal, a intuição (palavras do Espírito Santo) que nos mostra a direção que devemos seguir e a metodologia que devemos utilizar.

 

         “Então Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte de Harode, de maneira que tinha o arraial dos midianitas para o norte, no vale, perto do outeiro de Moré.

         E disse o SENHOR a Gideão: Muito é o povo que está contigo, para eu dar aos midianitas em sua mão; a fim de que Israel não se glorie contra mim, dizendo: A minha mão me livrou.

         Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido, volte, e retire-se apressadamente das montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram”.

         (Juízes 7:1 a 3)

 

         Aqui iniciasse o processo de seleção de pessoal. Deus forneceu um feedback para o líder Gideão, levando-o a buscar excelência através de critérios para melhorar o desempenho e a qualidade do seus recursos humanos. Os critérios foram: coragem e expansividade. Assim, o Gideão separou dez mil guerreiros que possuíam estas características, que incluía a motivação e a vontade de seguir a direção que estava planejada.

 

         Numa empresa não é a quantidade de pessoas que a faz eficiente e, sim, a motivação das mesmas.

 

         Em nossos tempos isto intensifica através da tecnologia e novos modelos de gestão e produção. Devemos ter a pessoa certa no lugar certo. Por isto, um bom processo seletivo se torna importante para que não ajam desgastes, perdas na produção/tempo e despesas desnecessárias.

         E, para realizarmos esta seleção, é importante termos em mente o que a nossa empresa precisa, quais são as atribuições, tarefas e desafios a serem enfrentados, para que diminuam as dificuldades no processo de gestão dos soldados (equipe). Pois, aqueles que estão motivados (energia) conseguirão maior eficiência e resultado.  

 

         “E disse o SENHOR a Gideão: Ainda há muito povo; faze-os descer às águas, e ali os provarei; e será que, daquele de que eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém de todo aquele, de que eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá.

         E fez descer o povo às águas. Então o SENHOR disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber.

         E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber as águas.

         E disse o SENHOR a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam as águas vos livrarei, e darei os midianitas na tua mão; portanto, todos os demais se retirem, cada um ao seu lugar”.

(Juízes 7:4 a 7)

 

         O segundo passo da seleção é a analise da capacidade e habilidade. O primeiro buscou os motivados para a empreitada (recrutamento), agora os que possuem técnicas que não os deixam sair do foco. Os que abaixam a cabeça para beber a água não mantêm a atenção voltada para o campo de guerra, o mercado, podendo “morrer”. Neste caso é perder um cliente por não estar percebendo-o por completo, não dando a devida atenção para as suas necessidades e tornando alvo fácil para os concorrentes.

 

         Numa empresa a prontidão para agir é fundamental para soluções eficazes.

 

         Os que se mantém de pé para beber a água não saem da vigília constante mantendo a visão no ambiente, a atenção não adormece e sempre está preparado para atacar ou defender-se. Este sobrevive numa guerra. Quer permanentemente resultados e produtividade, mantendo o desempenho e focando suas energias a aquilo que pode vir, que pode acontecer, mantendo-se em prontidão.

         Ter a visão “trezentos e sessenta graus”, mantendo sempre a cabeça erguida para não ser pego de surpresa.

        

         “E o povo tomou na sua mão a provisão e as suas buzinas, e enviou a todos os outros homens de Israel cada um à sua tenda, porém os trezentos homens reteve; e estava o arraial dos midianitas embaixo, no vale.

         E sucedeu que, naquela mesma noite, o SENHOR lhe disse: Levanta-te, e desce ao arraial, porque o tenho dado na tua mão.

         E, se ainda temes descer, desce tu e teu moço Purá, ao arraial.

         E ouvirás o que dizem, e então, fortalecidas as tuas mãos descerás ao arraial. Então desceu ele com o seu moço Purá até ao extremo das sentinelas que estavam no arraial.

         E os midianitas, os amalequitas, e todos os filhos do oriente jaziam no vale como gafanhotos em multidão; e eram inumeráveis os seus camelos, como a areia que há na praia do mar.

         Chegando, pois, Gideão, eis que estava contando um homem ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eis que tive um sonho, eis que um pão de cevada torrado rodava pelo arraial dos midianitas, e chegava até a tenda, e a feriu, e caiu, e a transtornou de cima para baixo; e ficou caída.

         E respondeu o seu companheiro, e disse: Não é isto outra coisa, senão a espada de Gideão, filho de Joás, varão israelita. Deus tem dado na sua mão aos midianitas, e todo este arraial.

         E sucedeu que, ouvindo Gideão a narração deste sonho, e a sua explicação, adorou; e voltou ao arraial de Israel, e disse: Levantai-vos, porque o SENHOR tem dado o arraial dos midianitas nas nossas mãos”.

(Juízes 7:8 a 15)

 

         Algo de excelência aconteceu a Gideão, além de ter recebido os insights de Deus (intuição), ele teve o privilegio de confirmar a sua vitória através da “boca” do inimigo.

         Imagine que está concorrendo a um cargo político ou a uma licitação. Você resolve dar uma espiada para ver qual serão os desafios a serem enfrentados e um dos soldados (funcionários) do outro comitê ou da outra empresa comenta para o seu colega que as pesquisas eleitorais estão sendo frustrantes ou que os valores dos produtos que estão em licitação não poderão abaixar mais, pois assim não conseguirão concorrer. Estas são maneiras simples de entender a importância das informações, mas a informação é de “tão fundamental relevância” que existem nas empresas a conhecida espionagem organizacional.

 

         Quem possui a informação correta tem uma garantia maior de vitória, pois pode continuar com a estratégia escolhida ou mudá-la, se assim for necessário.

 

         Deus oportunizou a Gideão as informações e proporcionou maior confiança para lutar. No mercado, realizar pesquisas de mercado, pesquisas de satisfação do cliente, analisar as tendências, escutar e buscar conhecimentos privilegiados é umas das maiores forças para conquista. Hoje, se investe muito nos sistemas de comunicação interno e externo, para conseguir o maior número de informações possíveis.

 

         Um líder sem consciência da sua equipe, do ambiente que o envolve e das ferramentas que possui, não conseguirá vencer uma guerra. 

 

         “Então dividiu os trezentos homens em três companhias; e deu-lhes a cada um, nas suas mãos, buzinas, e cântaros vazios, com tochas neles acesas.

         E disse-lhes: Olhai para mim, e fazei como eu fizer; e eis que, chegando eu à extremidade do arraial, será que, como eu fizer, assim fareis vós.

         Tocando eu a buzina, eu e todos os que comigo estiverem, então também vós tocareis a buzina ao redor de todo o arraial, e direis: Espada do SENHOR, e de Gideão.

         Chegou, pois, Gideão, e os cem homens que com ele iam, ao extremo do arraial, ao princípio da vigília da meia noite, havendo sido de pouco trocadas as guardas; então tocaram as buzinas, e quebraram os cântaros, que tinham nas mãos.

         Assim tocaram as três companhias as buzinas, e quebraram os cântaros; e tinham nas suas mãos esquerdas as tochas acesas, e nas suas mãos direitas as buzinas, para tocarem, e clamaram: Espada do SENHOR, e de Gideão.

         E conservou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial; então todo o exército pôs-se a correr e, gritando, fugiu.

         Tocando, pois, os trezentos as buzinas, o SENHOR tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, que fugiu para Zererá, até Bete-Sita, até aos limites de Abel-Meolá, acima de Tabate.

         Então os homens de Israel, de Naftali, de Aser e de todo o Manassés foram convocados, e perseguiram aos midianitas.

         Também Gideão enviou mensageiros a todas as montanhas de Efraim, dizendo: Descei ao encontro dos midianitas, e tomai-lhes as águas até Bete-Bara, e também o Jordão. Convocados, pois, todos os homens de Efraim, tomaram-lhes as águas até Bete-Bara e o Jordão.

         E prenderam a dois príncipes dos midianitas, a Orebe e a Zeebe; e mataram a Orebe na penha de Orebe, e a Zeebe mataram no lagar de Zeebe, e perseguiram aos midianitas; e trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a Gideão, além do Jordão.

(Juízes 7:16 a 25)

 

         Agora acho que você, caro leitor, entende o valor de uma informação. Aquela conversa dos soldados inimigos escutada por Gideão, já poderia ter percorrido todo o exército. As pessoas estavam esperando a derrota iminente, apavoradas.

         Conhecem o valor de um boato? Comece com uma informação verdadeira ou não, ela logo se transforma em um conceito emocional que afligi a alma e faz mudar o que chamamos de auto-estima, confiança e coragem.

         Por isso a informação pode ser uma ferramenta de ataque ou de defesa, mas também pode ser uma ferramenta de autodestruição, auto-boicote.

         Pode-se mudar toda a trajetória de uma história por meio da comunicação. Por isto, é tão importante e fundamental. Tomar cuidados estratégicos se faz necessário.

         E, esta comunicação vai até a demonstração do produto ou da idéia. Gideão, com apenas 300 homens, derrotou um exército enorme, pois soube utilizar as informações que possuía e, também, o processo de “fazer barulho”, marketing.

         O nome do Gideão já era conhecido e temido. E, em sua vitória ele fez questão de solicitar aos seus soldados que gritassem: “Espada do SENHOR, e de Gideão”.

         Tendo o nome conhecido através de seus resultados positivos e colocando a equipe para “vender” a idéia de superioridade por meio das buzinas e tochas, criando uma ilusão auditiva e visual – os dois sentidos mais utilizados no marketing até hoje, pois são os que mais utilizamos no dia a dia e que o cérebro possui maior facilidade de memorização –, eles venceram.

         Treinou a sua equipe para utilizar as ferramentas que possuíam e a metodologia. Muitas vezes, empresários possuem uma equipe motivada e competente, mas não conseguem conduzi-las, fornecendo instruções inadequadas, podendo até desmotivar o pessoal.

 

         O papel de educador do líder é importantíssimo.

        

         O treinamento deve ser voltado para o comportamento (ação) e não somente para a atitude (conceito). Quando estamos voltados para a atitude é para desenvolver motivação, criando idéias e visões de crescimento e aperfeiçoamento. E, quando estamos direcionados para o comportamento é para as maneiras de agir diante situações prováveis, é prática.     

         Sendo esta uma oportunidade de reflexão rápida, não iremos aprofundar mais, mas existem muitas informações neste texto da bíblia, então estude e conquiste novos conhecimentos.

         Para finalizarmos, este texto teve o objetivo de demonstrar a importância de selecionarmos bem as pessoas que irão fazer parte da nossa equipe e, para isto, devemos conhecer sobre o nosso negócio, produto e mercado. E, também, observar pontos fortes e fracos da nossa empresa e da nossa personalidade.

         Devemos perceber que as informações devem ser filtradas e passadas de forma adequada para clientes e funcionários. E o líder que não as possuem está em desvantagem.

         Saber utilizar as informações e os resultados para realizar propagandas torna o potencial de desenvolvimento mercadológico maior e diminui o efeito dos potenciais dos concorrentes, deixando-os “apavorados”.

 

         O maior guia é o nosso Deus, acredite e tenha fé. Assim, poderá aumentar muito o potencial de ação e vitória. Colocar esta sabedoria em prática é dever nosso.

 

         O líder deve relacionar-se com Deus, ser temente e adorador, em nome de Jesus.

 

         Obrigado Pai por este momento.

         Amém.

 

 

Dr. Celso Cruz

Grupo Apoema

(62) 8421-7779

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