O que é autoestima?

 

         Ao longo de nossa vida, desenvolvemos gradativamente um conceito ou uma imagem de nós mesmos, baseados na opinião das outras pessoas e nos desejos, necessidades, aptidões e valores que identificamos e desenvolvemos.  

A autoestima organiza as experiências que vivemos, guia nossas aspirações e expectativas e dá consistência ao nosso comportamento. O conceito se forja a partir do sentimento íntimo de valor, normalmente derivado do amor incondicional recebido dos pais na infância. É a noção de dignidade pelo mero fato de estar no mundo e viver que nos leva, em conseqüência, a sentir amor por nós mesmos e a esperar afeto dos outros. Mas se a incondicionalidade desse amor primeiro não ocorreu (ou não foi assim percebida pelo indivíduo) e a necessidade de ser apreciado não foi atendida, começam a surgir os sentimentos de autodepreciação, de indignidade e de menosprezo. Mas, a auto-estima, não é estabelecida somente nos vínculos da infância, podendo mudar e transformar mediante a avaliação das pessoas que são importantes para nós, variando posteriormente em função do êxito ou do fracasso na realização de determinadas ações ou tarefas. Assim, a percepção da própria eficácia aumenta o sentimento íntimo de valia, enquanto o fracasso a diminui.

         Em resumo, constitui o nosso ego. É o juízo ou a avaliação que fazemos de nós mesmos, de nossa capacidade, competência e valor. É a atitude positiva ou negativa que desenvolvemos quanto ao ego, fundamental para que estejamos interiormente satisfeitos. A autoestima altera o modo como nós percebemos o mundo e nós mesmos, afetando a motivação para ação, tendo muito a ver com o êxito ou com o fracasso de suas aspirações.

         Não há nada mais prejudicial para uma pessoa do que não perceber que é competente e digna, pois isso lhe tira toda possibilidade de agir de forma efetiva no mundo e de estar consciente de seu próprio valor pessoal. Seus atos se convertem em muletas de uma pessoa indigna, a quem não se deve levar em conta. E a insegurança se manifesta em seu comportamento, e os outros tenderão a fortalecer a dúvida quanto a sua competência.

         A culpabilidade inútil é um dos sintomas que costuma acompanhar os que se dão pouco valor. Provoca um estado de autorecriminação exagerada e de permanente lamentação pelos erros cometidos, que nunca são completamente perdoados.

         Cabe destacar, finalmente, que as pessoas que têm baixo conceito de si costumam fazer o mesmo em relação a tudo o que está a sua volta. É comum que tudo lhes pareça mau, insuficiente, escasso, decepcionante ou lesivo e, por isso mesmo, demonstram pouco prazer e esperança na vida.

         Para buscarmos a melhoria da autoestima devemos compreender o significado das experiências vivenciadas, tendo conhecimento de nós mesmo e das múltiplas facetas que compõem os meandros da individualidade constituindo uma das chaves para a uma vida plena e marcando o ponto de partida no caminho da realização pessoal.

         Nós nascemos com um caráter que é a imagem primordial de nossa essência e, através dele, construímos o nosso destino seguindo a vocação que nos atribui a vontade de estar vivos e poder crescer pessoalmente.

         Nunca se esqueçam que a vitima é a outra face do herói, por isto escolha enfrentar os seus desafios e assumir sua existência.

 

 

 

Celso Cruz

Grupo Apoema

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