Terra onde ninguém esconde
Fica parado feito gente
Com boca seca cheio de farinha
Buraco rachado por Apolo
Marca na testa, mapa na cara
Mão em pedaço sem pão
Água que sopra no coração
Seca… Alma seca… Carcará
Escreve morto poeta
Palavra não há no quadro negro
Amante de cama vazia, saudade
Sem carta e nem vontade
Terra onde ninguém esconde
Abandono sem ar
Poeira… Foge… Corre
Farinha pra matar a fome
Barro pra salgar o homem
Bicho que se come.
Celso Cruz
Grupo Apoema

Que doces palavras, que visões, que encontro.