Apresentação:

 

A reciclagem de papel é o reaproveitamento do papel não funcional para produzir papel reciclado. O papel é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do cotidiano.

 

A reciclagem do papel é um procedimento que permite recuperar as fibras celulósicas do papel velho e incorporá-las na fabricação de novo papel. Não é um processo isento da produção de resíduos, mas a produção de pastas virgens também não o é, e assim sempre se minimizam os problemas relacionados com a produção de matéria prima e com a deposição do papel velho.

 

Há duas grandes fontes de papel a se reciclar: as para pré-consumo (recolhidas pelas próprias fábricas antes que o material passe ao mercado consumidor) e as para pós-consumo (geralmente recolhidas por catadores de ruas e saídas das empresas). De modo geral, o papel reciclado utiliza os dois tipos na sua composição, e tem a cor creme.

 

A aceitação do papel reciclado é crescente, especialmente no mercado corporativo. O papel reciclado tem um apelo ecológico, o que faz com que alcance um preço até maior que o material virgem. No Brasil, os papéis reciclados chegavam a custar 40% a mais que o papel virgem em 2001. Em 2004, os preços estavam quase equivalentes, e o material reciclado custava de 3% a 5% a mais. A redução dos preços foi possibilitada por ganhos de escala, e pela diminuição da margem média de lucro.

 

Na Europa, o papel reciclado em escala industrial chega a custar mais barato que o virgem, graças à eficiência na coleta seletiva e ao acesso mais difícil à celulose, comparado ao do Brasil.

 

Quando reciclamos ou compramos papel reciclado contribuímos com o Meio Ambiente, pois árvores deixaram de ser cortadas. Não podemos nos esquecer também, que a reciclagem de papel gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de papel.

 

 

 

Notícia:

 

         Foi realizada a doação de 02 (duas) toneladas de papel para o senhor José Manuel da Silva, cidadão itapuranguense, que trabalha com a venda de material reciclado no município.

 

         Esta iniciativa é fruto do empenho dos funcionários da Prefeitura de Itapuranga, que criaram em seus setores, locais para coleta e armazenamento de reciclados. Acreditaram no Projeto e hoje têm o privilégio de compartilhar dos resultados. Obrigado a todas e a todos.

 

         Sentimos felizes com esta singela parcela de contribuição para preservação do Meio Ambiente e colaboração com o aumento da renda de empreendedores.

        

 

 

Colaboradores e Parceiros:

 

- José Orlando Oliveira – Secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos;

- Maria Pereira dos Santos (Dona Augusta) – Secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento;

- Dr. Valtuir Moreira da Silva – Secretário de Indústria e Comércio;

- Domingos Natalino de Morais – Gerente de Fiscalização do Meio Ambiente;

- Claudio Tavares Pinheiro – Gerente de Comunicação.

 

 

Celso Cruz

Coordenador do PRORE

Grupo Apoema

 

qui
25
fev
18:02

 Pensamento Milionário

Celso Cruz

Celso Cruz

 

Foi um grande sucesso a palestra Pensamento Milionário realizado no dia 24/02/2010, no Centro Cultural Cora Coralina, na cidade de Itapuranga-GO.

 

            Este foi o segundo encontro dos PENSAMENTOS:

 

            27/01 – Pensamento Efetivo

            24/02 – Pensamento Milionário

            31/03 – Pensamento Emocional

            28/04 – Pensamento Afetivo

            26/05 – Pensamento Líder

            27/06 – Tema que será levantado pelos participantes

 

 

 

            Oportunize-se a transformar a sua vida.

 

Palavras finais da palestra:

 

Hoje vejo que o nosso maior medo não é de ser inadequados. O nosso maior medo é de sermos poderosos de mais. É a nossa luz e não a nossa escuridão que mais nos apavora. Ser pequeno não serve ao mundo. Não há nada de sábio em si encolher para as outras pessoas não se sentirem inseguras ao nosso redor. Nós todos fomos feitos para brilhar como as crianças. Não está apenas em alguns de nós, está em todos. Na medida em que deixamos nossa luz brilhar, nós inconscientemente damos às outras pessoas a permissão de fazerem o mesmo na medida em que liberamos do nosso medo. Nossa presença automaticamente libera os outros a serem o que são.

 

Revolucione a sua alma, o seu espírito, a sua capacidade de pensar e sentir, de enxergar. Revolucione a sua vida. Se assim fizer, estará plantando um jardim onde antes havia areia e pedras.

 

 

Celso Cruz

Grupo Apoema

 

 

qua
17
fev
19:05

 

 

 

 

 

A Árvore da Flor de Ouro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Celso Cruz

 

 

 

 

Apoio Cultural:

Prefeitura de Itapuranga-GO

 

 

Índice

 

 

 

Palavra do Autor

 

03

O Pescador

 

04

O Galo

 

08

A Coruja

 

11

A Vaca

 

16

Sobre o Autor

 

19

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palavra do Autor

 

 

 

 

 

 

 

Deus nos colocou um grande desafio, ajudar as pessoas a saírem da escuridão, encontrar os seus caminhos para a realização dos seus destinos.

            A luz da consciência nos traz liberdade e a liberdade nos traz a responsabilidade. Quanto mais nos conhecemos, mais responsabilidades temos para com as escolhas que fazemos e com a vida do próximo.

            Todos têm sua vocação e não existe a melhor ou a pior, mas simplesmente o destino que deve se realizar, pois se sairmos do sentido de nossa vida os transtornos surgem e adoecemos.

            O nosso destino está escrito em nosso caráter, que nasce conosco e é lapidado para podermos transparecer o nosso potencial. E nesse processo de lapidação, aperfeiçoamento, que acontece através do autoconhecimento adquirido nas vivências e nos momentos de solidão e reflexão, foi descoberto um aspecto que antes era sombrio e agora pode ser energizado pelo seu conteúdo profundo e transformador, que é a Árvore da Flor de Ouro.

            Esta Árvore está em nossa memória desde pequeno, destacando no campo das nossas emoções, se diferenciando por ser e transparecer o que é.           

            Devemos nos oportunizar a crescer e desenvolver nossos potenciais fornecendo sementes para semearmos conhecimento e alegria.

Neste pequeno livro estarei falando deste arquivo da memória ancestral, a Árvore da Flor de Ouro, utilizando o ambiente que a envolve que é a vida caipira.

O senhor Edmundo, homem do campo, vai nos trazer ensinamentos profundos da vida diária de um caipira do sertão de Goiás. Cada ensinamento é uma flor da Árvore da Flor de Ouro.

            Espero que todos gostem das histórias e do que será demonstrado com significado e sentido para a vida, na simplicidade do caipira.

Que Deus ilumine e dê sabedoria a todos nós.

 

 

 

 

 

 

 

Celso Cruz

 

 

 

 

 

 

 

http://vanessalima.arteblog.com.br

Capítulo 01

O Pescador

 

            Todos os finais de ano a família do Senhor Edmundo chegava a seu rancho para passar uma semana. Doce de goiaba, biscoito e chá no amanhecer, e para almoçar, arroz, feijão, frango e macarrão, tudo no fogão a lenha. Sempre eram os netos que iam buscar a lenha.

            Antes de o sol aparecer lá estava Edmundo calçando a botina para ir tirar o leite que servia para as meninas fazer o melhor queijo da região. Ele ia antes do pão e voltava antes de acender o caldeirão que faz o sabão.

            Mas, mesmo com todas as suas aptidões, quero mostrar o que este senhor ensinou ao seu neto no dia que foram pescar. Era uma manhã bonita, os pássaros acompanhavam os pescadores para alimentar das sobras das iscas ou de um pequeno peixe que não satisfazia a panela. Um vento fresco que balançava as copas das árvores numa dança leve que chacoalhava as folhas e abençoava o dia.

            O nome do neto era Batista e vivia na cidade grande, quase nada entendia sobre a vida do campo e toda a sua alegria. Quem diria que este dia Batista iria aprender a pescar com a simples vara de bambu de um velho sábio, antigo da filosofia que se perde no capim do cerrado, que com o cheiro do pasto se enche a alma.

            Na beira da represa parou, olhou o movimentar da água com as suas pequenas ondas, observou o local da empreitada e, assim, tomou sua decisão. Edmundo caminhou até uma pedra e se sentou, pegou o seu cigarro de palha já preparado e colocou no canto da boca sem acendê-lo, iscou em seu anzol uma minhoca e arremessou-a na água e esperou.

            O neto Batista, com sua vara sofisticada, furou o dedo no anzol tentando colocar a isca com pressa, como se fosse perdê a carona. O seu avô o chama e o ensina que tem que tomar cuidado ao iscar, pois o peixe recrimina a isca que não é mostrada por inteira. “Então tenha calma, não se precipite”. Assim, o avô iscou e o neto saiu em busca do peixe.

O jovem começou a caminhar e jogar, caminhar e jogar, não conseguia ficar quieto. Onde peixe não beliscava, ele andava mais um pouco e nada pegava. Coçava a cabeça, se irritava, enquanto o avô sentado pescava. Jogava a linha quase no meio, mas logo a puxava e andava. O avô no “barranquinho”, bem no cantinho, pegava. Já quase no final da manhã o neto terminava de dar a volta à represa, chegando próximo de Edmundo, reclamou: “como eu, com esta vara de molinete sofisticada, dando a volta em torno de toda a represa, não consegui pegar nenhum peixe? E o senhor com sua varinha simples, ficando parado, pegou vários?” O velho senhor olha com tranqüilidade e simplicidade para o jovem, tira o seu cigarro de palha da boca e diz: “para pega-los deve aprender a falar com eles”. O Batista pensou que seu avô estava caducando, como se conversa com os peixes?

            Edmundo olhou para o céu que estava azul transparente, sem quase nenhuma nuvem e disse: “vamos meu filho, a chuva já vem, temos que cuidar das galinhas”. O jovem olhou para o céu e nenhuma nuvem de chuva se apresentava naquele momento. Como podia chover se o tempo está aberto? Questionando o avô ajudou a pegar os peixes que estavam presos em um gancho. “Avô, como sabe que vai chover se não tem quase nenhuma nuvem no céu?” Com um sorriso maroto na pele mapeada pelo tempo, ajeita o chapéu e fala: “meu filho, a chuva a gente não vê com os olhos, mas sente com a pele. É o vento que nos conta o tempo que ai chega”. Batista confuso não consegue entender, como se conversa com os peixes? Como que se sabe que a chuva está para chegar através do vento?

            Assim como foi profetizado à chuva logo caiu, os peixes foram fritados, com o arroz branquinho, feijão preto, macarrão vermelho, tomate e alface, tudo na mesa de madeira rústica na cozinha da dona da casa, esposa de Edmundo, dona Francisca.

 

            Depois de muitos anos o neto ainda pensava sobre as palavras do senhor Edmundo. Agora empresário, olha o sol da janela do seu escritório. “O que meu avô quis dizer em conversar com os peixes e sentir a chegada da chuva através do vento?”

            Quero te fazer um convite caro amigo. O que acha de ajudarmos o Batista a descobrir o que seu avô quis ensinar em suas doces palavras? Como deve ser falar com os peixes?

Vamos fazer uma reflexão para tentarmos compreender: se como os peixes, que não podem ser vistos, temos sentimentos e pensamentos que estão escondidos nos terrenos da nossa mente e não são percebidos, como devemos visualizá-los e falarmos com eles? 

Atualmente vivemos uma fase da humanidade que temos dificuldades em concentrar nossas energias em determinada tarefa. Fazemos uma coisa pensando em outra. Nós somos ansiosos para tudo: comer, conversar, correr, brincar, escrever, dormir, acordar e outras ações de nosso cotidiano. É um momento maníaco da sociedade, que a necessidade da satisfação imediata se torna um grande transtorno.

Gosto de pensar na imagem do cachorro que corre atrás do próprio rabo, não tendo resultado em sua busca e, quando consegue, a frustração da dor o corrompe. Existe a perda do sentido e significado da vida, as motivações de nossas ações se tornam vazias e sem alma. É como se estivéssemos no automático, sem autoconsciência e percepção de nossas características, aptidões e caráter.

E quando falamos de caráter surge à idéia da vocação. Onde nos fazemos perguntas antigas: Quem eu sou? Qual é o motivo da minha existência? São perguntas difíceis de responder e nos deixam perdidos.

Aproveitando a oportunidade, lembre-se de quando era pequeno, na sua infância. Lembre-se como você era; que postura tinha diante das outras pessoas e do ambiente que te envolvia? Muitas respostas na busca do caráter estão nesta época da vida. O caráter é a característica essencial inata, que nascemos com ela. Como, por exemplo, tem criança que se destaca na turma, mostrando o caminho, qual é a brincadeira daquele momento, possuindo uma postura de líder. E esta postura não foi ensinada, ela já estava na criança desde seu nascimento. Mas se esta criança vai ser um líder que preocupa com as outras pessoas, cuidadora ou um líder que não importa com o sentimento e busca apenas os resultados, vai depender do ambiente, das percepções e de como ela vai lidar com seus sentimentos no seu desenvolvimento, assim, forma-se a personalidade. Ela também pode ser uma pessoa com características de líder, mas reprimida por alguma questão da sua personalidade. Dentre estas pode surgir o complexo de inferioridade ou de superioridade, que prejudica o desenvolvimento psicoemocional.

Mas vamos voltar para os peixes. Algum tempo atrás estive com um paciente que possuía uma deficiência física há 18 anos, há 03 anos entrou em um processo depressivo, que não estava conseguindo superar. Ele me contou um sonho interessante para esta nossa discussão: “estava pescando em uma canoa, sozinho. Eu não tinha isca, pensava que não adiantaria jogar o anzol sem a isca. Mas tinha alguém que me falava para jogar. Ai eu jogava. Quando o anzol estava dentro da boca do peixe, eu puxava, mas não pegava. Tentava fisgá-lo, mas o anzol saía sem pegar o peixe. Não conseguia… Fiz isto várias vezes, até conseguir pegar um peixe, e era dos grandes”.

Este sonho nos conta sobre o velho sábio que nos ensina a ter paciência para conseguirmos pescar aquilo que se esconde no profundo. Mas ele estava sem isca, e o senhor Edmundo nos ensinou que a isca tem que ir inteira, pois o peixe recrimina a isca que não se mostra por inteira. Quando nos entregamos por inteiro em um projeto a chance de este projeto dar certo é muito maior que quando entregamos parcialmente. Quando buscamos algo para nossas vidas por inteiro, com as nossas energias centradas naquele objetivo, o universo conspira e parece que tudo age para aquilo. As coisas começam a funcionar. Lógico que surgem desencontros e dificuldades, e nem sempre temos o resultado que queremos.

Da mesma forma que está no nosso universo interno, está no externo. Isto se chama sincronicidade. Quando estamos empreendendo uma ação e começamos a duvidar que irá dar certo, ou duvidar de nós mesmos, acabamos nos sabotando, autoboicotando. A palavra boicote, pode ter surgido do boi de corte, o boi que sua existência foi predeterminada a morte prematura, ao fracasso, sem ter conseguido se realizar em todas as fases de sua existência, por inteiro.

O boicote acontece em nossas ações, pois começamos a não ter confiança em nosso potencial e habilidade. Assim, começamos a pescar sem isca, como o paciente em seu sonho. A depressão é uma doença que leva o indivíduo a questionar suas capacidades e, principalmente, o seu sentido de vida. Começa assim, o processo de perda da autocredibilidade.

Nós não vamos aprofundar no transtorno depressivo, pois aqui o nosso objetivo não é este, mas este transtorno está levando muitas pessoas à morte no mundo todo. E está muito ligada à perda de significados coletivos como é a imagem do caipira.

Pescar sem isca demanda muito esforço e persistências. Por isto que pessoas pessimistas conquistam apenas com uma grande dificuldade os seus objetivos. Parece que nada da certo para elas e muitas vezes são vistas como coitadas. E a palavra coitada vem de coito, que é ato sexual. Então, quando você se sente coitado ou fala que o outro é coitado, está colocando a situação do ato sexual na sua vida e só você sabe de que maneira.

Agora quero que entenda o quanto é importante os seus sentimentos e emoções na construção de algum objetivo. Podemos pensar aqui no relacionamento: parece que quanto mais as pessoas possuem dificuldade em relacionar com suas dificuldades, aceitar e respeitar a sua individualidade, mais impossível se torna o relacionamento com o outro. Os sentimentos produzem pensamentos que produz ação, ou pensamentos produzem sentimentos que produz ação. Para estarmos por inteiro em um projeto, em uma busca, devemos estar com um bom relacionamento conosco, podendo observar nossas características essenciais, nossos potenciais, habilidades e, também, dificuldades e limitações. Valorizando-nos pelo que somos, pois todos podem conseguir falar com os peixes e pegar os maiores peixes, isto dependerá do cuidado, da paciência que terá consigo mesmo.

Os peixes podem ser os invisíveis, aquilo que sempre está presente, mas não vemos. Vamos pensar em uma família, existe invisíveis como a competição entre irmãos, frustração entre o casal, magoa com a cunhada, inveja do genro e muitos outros. Como há o invisível dentro de nós, que são os sentimentos que temos das imagens que carregamos de nós mesmos.

Vamos fazer um exercício rápido:

Pegue um papel e um lápis. Imagine que você é feita de várias imagens. Escolha uma imagem que você acha que possui e desenhe. Escreva tudo sobre esta imagem, o que ela é. Ela te ajuda ou atrapalha? O que gostaria de fazer com ela?

A imagem é uma figura que representa um conteúdo psíquico e ela pode ser uma pedra que nos ajuda a afundar ou uma canoa que nos leva do outro lado do rio. Se você começar a pensar, o pensamento surge como imagem, que traz consigo sentimentos e emoções. Esta imagem é um invisível que nós pescamos apenas através da compreensão e para isto temos que ter calma.

O dia-a-dia se apóia no invisível, as abstrações da física que compõem todas as coisas visíveis, palpáveis e duráveis que encontramos. Os invisíveis da teologia que reverenciamos. Os ideais invisíveis que explicam nossos casamentos, nossos motivos e nossa loucura. E o tempo, alguém o viu ultimamente? Todos esses invisíveis, cuja existência damos como certa, parecem muito mais consistentes e firmes do que as fantasias.

            Vivemos em meio a uma multidão de invisíveis que nos governam: valores familiares, autodesenvolvimento, relações humana, felicidade pessoal e, ainda, um conjunto de figuras míticas mais impiedosas chamadas controle, sucesso, custo-benefício e a economia. Estes invisíveis tornam-se nossos objetivos e/ou o envolto dos mesmos.

            O peixe, sendo um invisível, é o tesouro vivo dentro de nós. Assim, devemos acender o cigarro de palha e ter paciência para que o peixe fale conosco, para que nós demonstremos a nós mesmos nossas características. Se chegarmos apressadamente querendo respostas e soluções não conseguiremos descobrir os peixes dourados de nossa vida, pois teremos dificuldades para iscar. A ansiedade de chegar ao final acaba não nos permitindo vivenciarmos de forma completa as situações internas ou externas, fazendo correr atrás do próprio rabo, tentando criar um equilíbrio que já existe, mas está em conflito, pois houve a perda da direção.

Não é o olhar para céu que nos orienta se vai chover e, sim, sentir o todo que nos envolve, o ambiente por completo. Desde os pássaros indo para ninho ao vento que sopra úmido.

Batista senta na cadeira de couro preto, abre à tela do notebook que está em cima da mesa de vidro central do escritório, e no plano de fundo da tela a foto de um homem vestido de terno com os braços abertos e vários feixes de luz indo a sua direção e outros saindo dele. Ele se lembrou de seu avô: “… a chuva a gente não vê com os olhos, mas sente com a pele…” Pensou: “Eu vivi o que o meu avô me ensinou. Aprendi a sentir o que o ambiente me traz de oportunidades e perigos, e como deveria lidar com aquelas situações. Hoje sou um grande executivo, as formações, MBA´s e especializações me ajudaram, mas foi as simples palavras do senhor Edmundo que me mostraram como deveria buscar o sentido de minha vida. Ele me ensinou a pescar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo 02

O Galo

 

Batista recordou que naquele mesmo dia quando estavam voltando da pescaria pararam para alimentar as galinhas e sua avó estava muito irritada, pois as galinhas estavam desorientadas e inquietas, não sabiam o que tinham que fazer. Não ia mais à hora certa comer o milho, botava por todo o lado, menos no ninho, perdiam os seus pintinhos e brigavam uma com as outras. Edmundo tirou o chapéu, limpou o suor que escorri nos olhos e perguntou: “Cadê o galo?” A Francisca não sabia responder, o galo tinha sumido e nada deixou.

Foi até a casa guardou a vara de pescar, colocou os peixes no lavadouro, pegou sua vara de madeira que utilizava como bengala e foi atrás do galo perdido. Batista acompanhou o senhor Edmundo, que caminhava calmamente em direção da mata.

Batista perguntou: “Avô, o que vamos fazer na mata? Não é perigoso?”

Edmundo disse: “A mata guarda segredos que nós nunca iremos entender. O galo pode ter sido seduzido pela mata e acabou perdendo o caminho de volta.”

Batista: “Avô, como a mata seduziu o galo?”

Edmundo: “Ela nos mostra a sua beleza mais intima, chamando nossa curiosidade. Quando vamos atrás ela some e nós, por ter visto uma beleza inigualável, vamos tentar encontrar e perdemos o caminho de volta, não conseguindo mais voltar, pois tudo fica parecendo igual.”

Batista: “Não é perigoso nos perdemos também?”

Edmundo: “É… é perigoso sim. Mas vamos entrar espertos e não deixaremos ela nos ludibriar. Sabe por que ela faz isto meu filho? Para nos mostrar que não devemos perder a disciplina. Não podemos fazer as coisas de qualquer jeito, temos sempre que seguir um caminho, um jeito pra coisas”.

Batista balança a cabeça, introspectivo e com medo.

Edmundo contínua: “Se nós formos certinhos, não perderemos”.

Assim os dois aventureiros se lançaram na mata, seguindo as trilhas corretamente, até encontrarem o galo, que estava perto de uma grande árvore, cansado e fatigado.

Senhor Edmundo pegou o galo e o levou de volta, o colocando no galinheiro. O galo logo tratou de ir para o centro do terreiro para mostrar sua presença. Foi de galinha a galinha mostrando o seu espaço para ciscar, conduzia as que estavam botando para o local certo e começou a cantar avisando a hora de acordar, de ir comer milho e de ir para o ninho. Os pintinhos ficavam grudados na mãe, que os ensinava a ciscar e conseguir o seu alimento na terra.

O galo colocou ordem onde tinha iniciado o caos. Batista observava tudo aquilo acontecer naturalmente e ficava espantado da forma que o galo conseguia organizar as galinhas, o tempo e o espaço. O avô lhe disse: “Quando temos que sair sempre devemos deixar tudo arrumado, ver para onde queremos ir e levar a ferramenta certa para quando precisar usar. Se sair igual o galo, só com a curiosidade e sem direção, nós nos perdemos e depois não sabemos mais voltar. E as coisas que deixamos para traz se perde também, pois elas precisavam da gente para poder funcionar.”

 

Voltando para a sala de trabalho da empresa, Batista olha em direção a parede e vê o relógio sinalizando 12h00min, hora do almoço. Reflete: “Meu avô e seus ensinamentos. Lembro quando mudei para outra cidade em busca de melhores oportunidades profissionais. Quebrei a cara, perdi dinheiro e deixei minha casa em conflito. Minha mãe e o meu pai ficaram muito preocupados, pois o local que tinha ido era perigoso e eu sempre precisava de dinheiro, pois tudo que tentava não dava certo. Acho que além de não estar por inteiro neste projeto eu me perdi, pois não tinha planejado; perdi o caminho.” Levantou-se e saiu do escritório para ir almoçar.

Vamos tentar compreender o que é que o galo fez de errado e se perdeu na mata. O que a mata tem de tão sedutora que conquista o coração e depois o deixa perdido?

Você já se apaixonou intensamente por alguém? O que perdeu primeiro dentro de uma paixão tão forte? A visão. Nós não conseguimos enxergar direito o ambiente e nem a outra pessoa que está conosco. Vemos apenas aquilo que queremos ver. Perdemos-nos e só nos encontramos quando estamos cansados e sem lugar na vida do outro.

Este comportamento acontece em várias outras situações em nossas vidas. Quando saímos em busca de um sonho, mas não planejamos as metas que devemos seguir para realizá-lo, perdemos a visão e ficamos cegos e angustiados diante aquilo que não conhecemos.  

A mata nos seduz pela oportunidade de conseguirmos algo novo e precioso, mas nos desorienta, pois perdemos a condição de avaliar o que estamos fazendo. Perdemos a disciplina, o senso de orientação, responsabilidade e planejamento, nos dando a oportunidade à frustração.

O galo oferece a disciplina para o galinheiro. É ele que delimita o espaço das galinhas, os horários e as buscas. Quando decidiu ir além do galinheiro não se preparou com o que estava deixando e nem aquilo que estava procurando.

Muitas vezes na vida agimos impulsivamente e acabamos prejudicando nós mesmo e outras pessoas.

Vamos fazer um exercício:

Papel e lápis na mão. Escreva, para onde quer ir? Qual é o objetivo que quer atingir neste momento da sua vida. Sempre lembre que os objetivos se transformam quando conseguimos atingi-los. Por exemplo, quero obter um aumento salarial, depois que consegui coloco no alvo outro objetivo e assim, começo a buscá-lo.

Aqui a persistência e fé são fundamentais. Quando existir dificuldades lembre-se de sua história e tudo que fez para conseguir chegar até o momento atual, reveja as metas que tem e concentra-se no alvo que quer atingir. A concentração, meditação e oração são exercícios que nos ajudam muito a ter disciplina. E, sempre lembre que chegamos até onde conseguimos enxergar com os olhos ou com a imaginação. Olhamos para lua, podemos chegar até a lua, mas se não a vemos acabamos nos perdendo no universo. Os navegadores europeus não viam as terras que iriam descobrir, mas imaginavam-nas. A imaginação é importantíssima, pois ela pode nos levar para onde os nossos olhos não podem enxergar.

Falando em universo, há algo que quero compartilhar com você novamente. Quando estamos concentrados e determinados a cumprir uma meta ou um objetivo, o universo conspira para conseguirmos. Esta conspiração facilita as dificuldades que devemos enfrentar. Nosso mundo interior está em sintonia com o nosso mundo exterior. Se estivermos em conflito interiormente também estaremos em conflito exteriormente. Se acreditarmos em nós mesmos, os outros seres acreditarão em nós. - Falamos sobre isto anteriormente, mas sempre é bom recordar. - O que você pensa determina o que você sente. O que você sente determina o que você registra em sua memória. O que você registra determina os alicerces de sua personalidade. Cuide de seus pensamentos.

A fé é a esperança naquilo que não tocamos, mas vemos e sentimos. Sabemos que conseguiremos tendo fé em nossas capacidades. Nós não tocamos capacidade, mas vemos em operação e sentimos nas suas concretizações (mesmo sendo através da imaginação). A fé é um sentimento coletivo humano que o permite estar vivo até os dias de hoje. Ela constrói e destrói cidades, aldeias e nações. Quando a perdemos, perdemos o sentido da vida. Pois o sentido, a direção, vem através da intuição, da fé. E quando surge a intuição nós exploramos com a razão, a consciência, trazendo luz onde existia escuridão. Este processo de conscientização de elementos do inconsciente ilumina e nos oferece ar para fazer desta vida algo criativo, da aventura à arte. Sem um sentido de vida entramos na apatia, depressão, estresse e preguiça. O mundo fica pesado, o nosso corpo fica pesado, perdendo assim o interesse e a motivação para acionar os nossos sonhos e realizá-los. Então, mesmo que as pessoas não acreditem em você, acredite! Mesmo que as pessoas não acreditem em seus sonhos, acredite! Lembre-se que são as pessoas diferentes que fazem o mundo diferente. Os grandes líderes fizeram aquilo que ninguém acreditava. Seja um grande líder de sua vida e faça aquilo que acredita. Volte para o seu terreiro e organize as suas galinhas, coloque tempo, espaço e educação. Educa-se!

Outro exercício. Escreva: como você vai chegar ao seu objetivo? Quais são as metas que terá que cumprir para obter a tão satisfatória realização? As metas são os passos que terá que efetuar, um de cada vez, para não perder o equilíbrio.

Caminhando você pode se perder na mata diante de três fatores:

- Hipersensibilidade emocional: se preocupa com todo mundo menos consigo mesmo, sofre intensamente quando for ofendido e se desespera diante de dificuldades pequenas;

- Hiperprodução de pensamento: não consegue parar de pensar e os pensamentos são flutuantes, ficam mudando o tempo todo. Por exemplo, quero comprar um carro, passa dois dias… vou comprar uma moto, passa uma semana… tenho certeza que vou investir o dinheiro. Não consegue definir o que quer e assim, não consegue nada, gerando fadiga excessiva devido o roubo de energia cerebral provocado pelo excesso de pensamentos, ansiedade, déficit de concentração, déficit de memória, insatisfação diante da rotina;

- Hiperpreocupação com a imagem social: aqui se preocupa muito com o que os outros vão achar de você. Uma pequena rejeição ou crítica é capaz de estragar o seu dia e abaixar a auto-estima.

Batista volta do almoço e se lembra quando tinha 28 anos. Tinha vários planos e estratégias profissionais, mas não conseguia escolher o que iria fazer. Mudava de idéia toda a semana e perdia tempo e dinheiro. Irritava-se, pois não conseguia se definir. Intuitivamente, no final dos 29 anos, começou a exercitar a sua disciplina e imaginar cada meta de sua caminhada. Para isto iniciou a orar, meditando com Deus. Tinha preguiça no amanhecer, começou a acordar uma ou duas horas antes para ler a bíblia. Não tinha controle na alimentação, começou a fazer jejum, sem contar para ninguém. Percebia cada pensamento e recriminava os pensamentos negativos, sempre em mente a sua fé. Cada vez que surgia um pensamento negativo ele o sentia, via a sensação ruim que lhe trazia, de impotência e desanimo. Depois lembrava as conquistas de sua história, via a pessoa talentosa que é e dizia a si mesmo: “Eu posso e eu mereço ser e estar melhor do que estou agora. Acredito em mim e em meu potencial. Vou conquistar os meus sonhos”. Lentamente foi percebendo que as coisas começaram a acontecer, o mover do universo, da energia e da sua alma. Aumentou o seu salário e resolveu que queria dar um passo maior, montou uma empresa, na qual hoje é executivo e acionista. No começo precisou de ajuda e procurou um psicoterapeuta no qual auxiliou no autoconhecimento e na cura de seus complexos. Batista tinha uma grande dificuldade, todas as vezes que se destacava em algum projeto ele começava a se sabotar, pois inconscientemente achava que não merecia se tornar uma pessoa de sucesso. Na psicoterapia ele pode vivenciar e reeducar esta postura consigo mesmo, compreendendo e elaborando os conteúdos de sua personalidade e descobrindo o seu caráter. Ele se lembra do último dia de sessão, deu um grande abraço no psicólogo, olhou nos olhos e disse: “Eu nasci de novo dentro do seu consultório. Sou uma nova pessoa e sei que posso ir até onde minha imaginação pode me levar. Pois sei que aquilo que não vejo com olhos eu enxergo com o coração”.

Batista recordando deste momento enche os olhos de lágrimas. Pega a sua agenda e como um bom galo organiza o seu tempo, compromissos, pessoas e lugares. O período da tarde está cheio. Olha na mesma data no mês seguinte e está escrito: “Viagem com a esposa para o litoral”. Sabe que tem que planejar, pois vai se ausentar por quinze dias e tudo deve ficar em ordem. Quando vamos em direção do desconhecido sempre temos que ordenar nossos sentimentos, pensamentos e recursos para não deixarmos ser seduzidos pelo acaso.

Limpe o lixo da sua memória e adquire uma série de benefícios para sua personalidade. Os que se adaptam à miséria psíquica e social nunca conseguirão fazer uma “faxina” em suas vidas, vivendo repetidamente a mesma vida. Então, perceba os pensamentos e sentimento que são úteis para você, organize-os, mantenham sempre na sua memória de rápido acesso e quando aparecer um pensamento negativo jogue-o na lixeira.

Nós temos três tipos de memória: de curto prazo, médio prazo e longo prazo. Quando nós vamos nos educando inteligentemente utilizamos os conteúdos necessários passando as informações de curto prazo para médio e depois para longo. Quando chega a médio prazo as informações começam a ficar automáticas. Imagine aprendendo a dirigir um carro, nos primeiros dias você tem que prestar atenção em tudo, no acelerador, na embreagem, no cambio, no volante, no sinal de transito, no carro a frente e você mesmo. Esta é a memória de curto prazo, temos que prestar muita atenção se não esquecemos. Quando alguns dias dirigindo a atenção dispensada começa a diminuir, você não tem que lembrar que deve pisar na embreagem para mudar de macha e já sabe onde fica a marcha que precisa naquele momento, pois os seus comportamentos começam a ficar automáticos. Você utiliza a memória de médio prazo. Quando fica meses dirigindo, a sua atenção fica voltada para situações do transito e não mais precisa acioná-la para mudar de marcha, dar seta, pisar no freio. Ficou automático. Aqui utiliza a memória de longo prazo, assim, utiliza também outras áreas do seu cérebro que te ajudam a desenvolver melhor suas tarefas.

Quando iniciar o processo de transformação na sua vida, no inicio será mais desgastante e difícil, mas persista, pois quanto mais exercitar e educar-se, mais facilidade terá e rápido caminhará.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo 03

A Coruja

 

            Chegando os últimos dias de hospedagem na casa do senhor Edmundo, a dona Francisca grita lá do alpendre: “Correm aqui, tem uma coruja na porta da nossa casa”. Saímos correndo deixando os nossos afazeres e chegando vimos uma coruja preta olhando na nossa direção. O Batista não entendia o motivo do escândalo, era apenas uma coruja. Mas a sua mãe explicou: “Meu filho a coruja sempre traz más notícias. Na casa que ela para a morte chega”. Dona Francisca, conhecida também como Chinquinha, diz para o Edmundo pegar a espingarda e matar a coruja, com medo que alguma desgraça aconteça em sua casa. Edmundo vai buscar a cartucheira, soca a pólvora juntamente com esferas de ferro e aponta na direção da coruja, concentra-se, olha nos olhos da quase vitima e atira na arvore onde ela estava parada. Chinquinha deu um grito: “Você errou!” Edmundo abaixa a cabeça e da um sorriso calado, sabendo do erro calculado, para não matar o pobre pássaro. Mesmo com este gesto ele sabia que a coruja trazia mensagens ruins, mas seu pai, sendo um ecologista, tinha ensinado que não precisava matá-la, mas somente espantá-la.

            Batista aliviado por não ter matado o pássaro pergunta ao avô por que a coruja traz coisas ruins. O avô senta na cadeira de balanço do alpendre e explica com o neto sentando no chão: “As corujas tem o poder de ir onde os mortos moram e de retornar onde os vivos ficam. E sempre que elas vêm trazem mensagem do mundo dos mortos. Quando elas pousam na porta de uma casa é para mostrar aos buscadores de alma onde é o local da próxima alma que será levada”. Batista angustiado pergunta: “Eles vão vir buscar alguém aqui?” O avô olha para o céu agradecendo Jesus Cristo e diz: “Nós conseguimos espantá-la antes que os buscadores viessem. Agora estamos tranqüilos e assim fico satisfeito”. O avô levanta e vai fazer sua oração em seu quarto. Batista corre para dentro sentindo medo da coruja e dos buscadores de alma.

 

            Voltando para o dia de hoje, Batista está em um restaurante sofisticado recebendo um investidor estrangeiro. Cumprimentam-se e iniciam a conversa simpaticamente. Com algum tempo Batista percebe certa insatisfação do investidor e o pergunta: “Tem algo te incomodando?” O senhor de meia idade acena com a cabeça e responde: “Eu gostaria de ir ao um restaurante da sua tradição, que possua a comida que as pessoas daqui gostam, onde conversão e se relacionam. Você me entende?” Batista responde prontamente: “Claro. Vamos para um restaurante mais simples e regional”.

            Levantaram e seguiram para o restaurante que se chamava Canto da Coruja. Um local rústico, como as antigas casas da fazenda. Fogão a lenha, mesas de madeira, parede de tijolos a vista. O investidor gostou do lugar. Batista conta a história da coruja e o sentido que traz para os moradores rurais. Interessado pelo assunto o homem estrangeiro, um estudante das culturas mundiais, curioso de natureza, pergunta que significa este mito, por que as pessoas colocaram a coruja como símbolo da mensagem dos mortos.

            Batista intrigado com as perguntas deixou sua imaginação livre: “Acho que o motivo venha por ser a coruja uma caçadora noturna e aparecendo mais neste período. Os seres noturnos trazem o significado do obscuro, daquilo que não se pode entender e nem explicar. Surge e desaparece sem deixar rastro. Como a morte, que vem e vai sem ninguém vê-la, trazendo dor e tristeza. A escuridão tem incorporada o medo, pois não podemos ver, ficando assim traiçoeira”.

            Estrangeiro: “Pode ser por isto. Fazendo uma comparação, as corujas devem ser tratadas como as pessoas que ficam a espreita esperando alguma falha nossa para tirar proveito. Quando vacilamos, elas surgem da escuridão e nos fazem de presa. Na empresa que fundei em Lisboa, tinha um sócio, uma pessoa disposta e disponível. No começo a empresa nos tomava muito tempo, pois tínhamos que fazer tudo, até contratarmos as pessoas para gerenciá-la. Eu confiei neste sócio. Sempre prestativo e falastrão, me explicava como deveria atuar neste novo mercado, onde deveria ser o investimento, os lugares que o dinheiro deveria ser empregado. Pensei que tinha encontrado a pessoa que iria me ajudar por toda a vida. Mas estava alimentando uma coruja e eu seria a presa principal. Depois de um tempo ele foi ficando mais indisponível, sempre com a desculpa de que estava sem tempo, pois a empresa precisa de muita atenção. Eu acreditei, sabia que naquele momento realmente a empresa estava precisando de atenção. Mas, ele estava era se preparando para dar o vôo que iria sacrificar a empresa e pouco dos meus investimentos”.

            Batista: “Ele estava preparando para dar o bote”.

            Estrangeiro: “Quando percebi isto, já era tarde. Ele desviou muito dinheiro para ações e montou uma empresa para comprá-las. Sendo a empresa nova, não tinha muito valor, comprou 50% das ações e os outros 50% já era dele. Fiquei sem a empresa e perdi $ 10.000.000,00 de dólares. Fiquei desalmado e desonrado pela traição. Fui pego de surpresa por uma coruja que tinha me seduzido. Ele veio da escuridão e levou minha alma, meus projetos e sonhos. Fiquei muito tempo deprimido. Minha esposa me levou em psiquiatra onde passou alguns remédios e indicou um psicoterapeuta. Fiz os acompanhamentos e hoje estou bem e muito mais sábio. Não durmo com coruja na porta de casa mais”. Sorriram com certa tensão e descontração.

            Batista afrouxa a gravata e, como um bom leitor da bíblia, fala sobre uma parábola de Cristo, a parábola da figueira: “Se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombado a sua casa. Cristo nos diz para vigiarmos, para sempre estarmos atentos. Não só o que há no nosso ambiente e com as pessoas, mas também conosco. Quantas vezes nós somos açoitados por pensamentos e sentimentos que nos deixa para baixo e descrentes. Acho que a coruja também representa a vigilância. Ela enxerga bem no escuro e pode ficar horas paradas observando. Nós também precisamos enxergar no escuro, que seja através da intuição”.

            Investidor retira o paletó e pendura na cadeira ao lado: “A intuição sempre me acompanhou na realização de bons negócios. Eu sinto um dorzinha na barriga indicando se é ou não um bom negócio. É até engraçado, as dores são diferentes, a de negócio ruim me deixa agoniado e sem ar. A de negócio bom é aquela dor de ansiedade de tudo acontecer logo, pois quero ver os resultados. Manter-se vigilante exteriormente é manter-se vigilante interiormente. Devemos prestar atenção às nossas sensações para interpretarmos adequadamente o ambiente onde estamos”.

            Batista toma um gole do suco de caju do Cerrado: “A percepção é uma benção. Quando percebemos o talento de uma pessoa e demonstrando isto a ela, nós a abençoamos. Quando percebemos a dificuldade e demonstrando isto, abençoamos. Pois tudo para se transformar tem que primeiro ser percebido. Percepção é termos consciência, pois não podemos mudar alguma coisa cuja sua existência ignoramos. Depois que temos consciência nós devemos entender, estudar os motivos, a origem, por exemplo, de um pensamento de negação e limitação. E, por ultimo, acho que devemos dissociarmos daquilo que está nos prejudicando. Quando entendermos o modo que pensamos, de como surgiu, poderemos fazer a escolha de não termos que pensar daquele modo, tendo a opção de mantê-lo ou largá-lo, baseado em que nós somos hoje e onde queremos chegar amanhã”.

Investidor surpreso e animado com a conversa: “Pode aqui falar das pessoas que não conseguem crescer, como a parte da sociedade que vive em pobreza e miséria. Elas passaram a vida toda escutando que não tem valores, que nunca iriam conseguir crescer, que eram miseráveis, sem futuro, preguiçosas, malandras e muito mais. Mas, na verdade elas podem desenvolver e buscar uma realidade nova, mas não conseguem, pois estão presas nesta linha de pensamentos que as outras pessoas colocaram, pensando limitadamente. A visão é curta e estrábica. Elas têm que perceber a forma inconsciente de pensar, pois desta forma a transformará conscientemente, podendo mudar. Elas são rebeldes e possuem baixa autoestima e suas crenças sobre si mesmas são de desvalorização e vergonha. Muitas têm vergonha do lugar onde mora e de ser quem é”.

A cadeia é apenas a concretização do abstrato, do sentimento dentro das pessoas.

            Batista: “A mídia desde os tempos do descobrimento do Brasil dividiu com a espada bons e maus, ricos dos pobres, brancos dos negros, colocando o que cada um é, sua função e seu valor. Hoje já está começando a existir mudanças, pois todos estão percebendo e querendo oportunidades melhorias”.

            Investidor: “Tem razão. Vamos pedir o almoço?”

            Batista: “Sim, claro.”

            Enquanto nossos amigos almoçam e falam sobre produtos e serviços, vamos refletir um pouco sobre o que comentaram em suas conversas.

            A vida é formada pela dualidade que traz em si as diferenças: escura e claro, grande e pequeno, tudo e nada, feliz e infeliz, amargo e doce. Estas duas forças se compensam no universo e em nossa alma. Em nossa alma surgem os complexos: complexo de inferioridade e superioridade, complexo de dependência e liberdade e muitos outros. E estes complexos formam os nossos pensamentos e sentimentos. Eles são construídos no desenvolvimento de nossa personalidade, na relação do nosso caráter (características internas) com a vida externa. E quando estamos presos nestes complexos é através da criatividade de nosso caráter que conseguimos nos libertar. A liberdade é um embrião que habita na alma humana e não pode morrer. É a nossa busca para podermos ter mais alegria nesta vida.

            Quando estamos presos o complexo interfere diretamente em nós, manipulando como se fossemos bonecos fantoches. Batista disse que fez um tratamento psicológico para conseguir se libertar de um complexo, o de inferioridade. Ele não se achava merecedor de suas conquistas, mas não tinha condições de perceber, pois estava tão entranhado na sua alma, em seu inconsciente, na memória de longo prazo, registrada em um arquivo difícil de ser encontrado. E através da imaginação ativada o psicoterapeuta conseguiu juntamente com Batista encontrar e reelaborar o sentido e o significado, trazendo a oportunidade de escolher e se educar.

            Quando não conseguimos sozinhos temos que procurar ajuda para podermos aperfeiçoar e desenvolver como seres humanos, nos tornando livre e se transformando cada vez mais em nós mesmo.

            Os complexos são duais, estão recheados de opostos que buscam se fundir, para tornarem um só. São caldeirões alquímicos que buscam a mistura para tornarem-se ouro. A busca eterna dos alquimistas era encontrar a formula de transformar metais primitivos em ouro. Da prata para o ouro. Esta também é a nossa transformação, de elementos primitivos para elementos evoluídos. Os complexos trazem em si o milagre da transformação, mas precisam ser refinados, trabalhados, passados pelo fogo, água, terra e ar. Os quatro elementos que mudam a características dos outros. Na transformação da nossa alma o fogo é o calor intenso do conflito causado pela polaridade dos complexos. É onde nos perguntamos o que devemos fazer, para onde devemos ir, qual é a escolha a ser feita. A água é o batismo, quando escolhemos. O complexo sendo dual ele pode, por exemplo, nos apresentar duas escolhas como: romper o relacionamento com o cônjuge ou continuar casado? A água não diz qual é o certo, pois é o fogo que lápida, que da forma, na água apenas escolhemos a forma dada pelo fogo, esfriamos e acalmamos, pois a escolha foi feita. Quando saímos do fogo e não estamos certos da escolha retornamos para o fogo, para a angustia da dúvida, até purificarmos e darmos uma forma aos nossos pensamentos e sentimentos. A água lava e enrijece a forma que nós escolhemos. Seguindo o exemplo, escolho ficar com o cônjuge, pois o conflito me levou a esta decisão e na água fixei a minha escolha. Após vem a terra nos mostrar a realidade da escolha que fizemos. A terra é a rotina, é o dia-a-dia, é quando provamos se fizemos a escolha correta ou não. E se não fiz tenho o direito de retornar ao fogo para poder me purificar novamente. Entro no caos do complexo novamente onde surge a dualidade, os rivais que lutam com espadas quentes em nossa mente, em busca da resposta que possa trazer o alivio da água. Finalizando com ar que é o sopro da vida, trazendo sentido e paz. O ar é leve e invisível, mas tem a força de todos os elementos. Ele pode criar o fogo, a água e a terra. Por isto é móvel, desloca-se podendo nos levar de volta a qualquer momento da transformação, para lembrarmos o que passamos ou para vivenciarmos novamente e tirarmos maiores aprendizados. Em muitas culturas o ar representa o espírito.

            Batista, quando escolheu seguir o caminho cristão ele sentiu em seu corpo um vento suave com o cheiro de rosas. E quando se sente em contato com Deus a mesma sensação surge, ele não mais vive o conflito espiritual que antes o deixava confuso. Batista precisava da ciência psicológica para conseguir sair do seu complexo, mas precisa também de Deus, pois ele resgatou o seu sentido de vida. A vida é um espetáculo tão grande que a ciência não consegue descrevê-la.

            O importante é persistir, nunca desistir de si mesmo, pois você é um ser precioso com características inigualáveis.

            A coruja é o complexo que chega a porta da sua casa, com o poder de dois pólos, a vida e a morte. Devemos fazer como o senhor Edmundo e não matá-la, pois precisamos dela para poder mover e nos transformar. Edmundo fez a sua escolha e a espantou, escolhendo a vida, depois foi orar, mergulhando na água para aliviar o sofrimento trazido pelo fogo, vivendo a rotina da sua escolha e a paz de ter escolhido corretamente.

            O almoço de Batista com o investidor chega ao fim. Fecharam excelentes negócios e vão empreender em um novo ramo, vão entrar na mata, mas Batista já preparado, irá primeiro organizar o galinheiro, sentir com a intuição se virá chuva, conversar com os invisíveis do novo negocio, aquilo que ninguém viu, para conseguir sair na frente. E ficar de olho na coruja, a atenção é fundamental, temos que sempre ser vigilantes dos nossos pensamentos e sentimentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo 4

A vaca

           

O último dia no rancho, Batista acorda cedo para ir com o avô no curral tirar leite. De longe o senhor Edmundo chamava a Dolores, Branquinha, Malhada, Terezinha, Mansa, Rubi, Doroteia e todas as vacas do seu rancho. Elas seguiam em direção ao curral tranqüilamente, entrava e Edmundo começa a cantarolar uma musica do Roberto Carlos enquanto amarrava as pernas traseiras da Malhada, sentava em seu banquinho, colocava o balde de baixo das tetas e começava a tirar o leite. Batista ficava fascinado com a facilidade que o seu avô realizava a tarefa. Era um equilíbrio perfeito. Batista chega perto da vaca e o avô enche o seu copo com leite quente. Bebe em goladas ficando apenas o bigodinho branco acima dos lábios que demonstrava um sorriso. O neto perguntou: “Avô, porque o senhor fica cantando e chama elas por estes nomes engraçados?” Responde não perdendo o ritmo da música: “Com a música elas ficam calmas e soltam mais leite. Eu cuido bem delas e elas cuidam bem de nós. Conheço cada uma delas. Sei do que elas gostam, da forma que gostam que tiro o leite. Até a música… algumas gostam de música romântica e outras de músicas mais rápidas. Precisa aprender a respeitar e valorizar os seres que nos permitem estar neste mundo e vivermos. Da forma que os tratamos elas nos tratam”.

Batista corre para a sede onde sua mãe o espera para ajudá-lo a preparar a mala para voltar para casa. No carro, na hora da despedida, o seu avô acena satisfeito com a visita que recebeu. Batista, um pouco triste por estar partindo, sorri sabendo que o ano que vem irar ver aquele senhor maravilhoso novamente.

 

Após o almoço de negocio, Batista retorna para a empresa. Chegando, sua secretaria diz que tem uma pessoa aguardando. Pediu um minuto para se recuperar e organizar a sala, depois solicitou sua entrada.

Um rapaz de vestes humildes, de cabeça baixa, entra na sala. Batista se levanta e pede para sentar. Pergunta em que pode servi-lo. Primeiro o jovem pedi desculpas por estar atrapalhando o seu trabalho, mas está precisando de conversar e pedir um emprego.

Muitos empresários que conseguiram crescer financeiramente e socialmente como Batista, não parariam para dar atenção a este jovem, pois achariam que não teria nada a oferecer. Mas Batista, depois do ensinamento que teve em sua infância, no rancho do seu avô, proporciona a melhor atenção possível. Pergunta ao jovem o que ele sabe fazer. O jovem um pouco engasgado pela timidez, disse: “Já trabalhei como garçom e sou um ótimo confeiteiro”.

Batista: “Sabe fazer bolos?”

Jovem: “Sim. Trabalhei dez anos em uma panificadora e dois anos em um restaurante”.

Batista: “Por que veio até a mim?”

Jovem: “Eu moro aqui perto e soube que o senhor é um grande executivo e tem muitas empresas. Disseram-me que a sua empresa gerencia outras empresas, ai tenho mais chances de conseguir um emprego, por possuir várias áreas de atuação”.

Batista: “Foi inteligente e astuto na sua escolha de vir até aqui. Costuma agir desta forma?”

Jovem: “Acho que sempre consegui chegar a uma solução satisfatoriamente. Já errei algumas vezes também”.

Batista: “Se um cliente chegar com um problema que não é da sua área, o que faz?”

Jovem responde rapidamente: “Tento orientá-lo e acompanhá-lo até a área que pode resolver a sua problemática”.

Batista: “Por quê? Não é sua responsabilidade”.

Jovem: “Porque, se fosse eu queria alguém para me orientar e acompanhar. Assim sentiria mais seguro. Acho certo dar ao outro o que queremos para nós mesmos”.

Batista: “Trouxe o seu currículo?”

Jovem: “Sim. Está aqui”.

Batista pegou o currículo e disse que ira ligar na outra semana. Intuitivamente acha que encontrou o gerente do seu novo negócio, que é uma cafeteria na qual oferece também bolos e tortas.

Respeitar e valorizar cada pessoa por aquilo que ela é. Este ensinamento está no curral do senhor Edmundo, respeitando e cuidando de suas vacas, cada uma com sua diferença.

Para respeitar o próximo devemos nos respeitar primeiramente. Não sendo assim, a relação se torna de mão única e somente um recebe benefícios. Você conhece aquelas pessoas que faz tudo pelos outros e nada para si mesmo. Desgasta-se e perde coisas importantes para servir. Estas pessoas, muitas das vezes, não conseguem perceber o valor que tem, por isso precisa servir exageradamente os outros, com medo de perder o amor destes.

Temos também o caso das pessoas que não conseguem servir o próximo e apenas fica esperando ser servido. Estas pessoas também sofrem por não conseguir respeitar-se e cuidar de si mesmo, precisando o tempo todo ser cuidado. Estas se sentem solitárias.

Aqui estamos falando de alguns tipos, podendo surgir vários, pois cada ser humano é diferente do outro. E é esta diferença que faz do mundo um jardim maravilhoso, pois as flores, rosas, orquídeas e demais plantas, todas tem sua cor e suas peculiaridades, como o cheiro e o sabor. Temos que aprender a viver nas diferenças conhecendo e aprendendo com as nossas diferenças.

Sempre buscamos o coletivo para nos compararmos. Por exemplo, eu sou mais feio do que fulano ou mais inteligente ou mais baixo ou meus pensamentos são diferentes ou minha sentimentalidade. Sempre nos comparamos com o outro ou com várias pessoas para encontrarmos a nossa identidade. Para saber quem eu sou tenho que perceber quem é o outro. Isto é importante, mas existe algo que também deve ser realizado, que é nos compararmos com nós mesmos. Aqui existe a grande diferença e, muitas vezes, não percebemos.

Nós estamos em processo de desenvolvimento corporal, psicológico e espiritual, por isto, precisamos comparar-nos como estávamos e como estamos. É uma visão de frente para traz, do hoje para o ontem. Fazemos muitas das vezes o contrario, buscamos visualizar de traz para frente, do ontem para o hoje ou do hoje para o amanhã. E quando buscamos o nosso caminho vendo os passos que demos, do dia que estamos agora, para o local de onde começamos, percebemos com maior clareza os passos que foram proporcionados, os fracassos e sucessos. Começamos a ver que os fracassos aconteceram apenas por causa de inexperiências e se tivéssemos persistido em alguns projetos tínhamos conquistado. Os lugares que não deveriam ter virado e as passagens corretas.

Com isto, nós temos condições de analisar e compreender o caminho e como chegamos onde estamos no presente. Quando for exercitar com o futuro, imagine aonde quer chegar, sinta-se no lugar que pretende conquistar e veja os passos que proporcionou o sentido. A função da imaginação é fundamental para nos conhecermos e descobrirmos o sentido da nossa vida.

Dentro desta perspectiva deve observar as mudanças de sua personalidade, de seus pensamentos e sentimentos, e conhecer o seu caráter. Você se transforma, amadurece e desenvolve, está sempre neste processo, por isto deve prestar atenção e se relacionar melhor consigo mesmo. Pois, quando conseguir isto, as outras pessoas não terão tanto poder na constituição de sua identidade, pois você será o seu comparativo, tendo a liberdade no seu aperfeiçoamento.

No curral do senhor Edmundo, cada vaca é cuidada de forma diferenciada e assim respeitada em suas características e comportamentos. Devemos tratar cada pessoa de forma diferenciada, pois cada uma tem o seu jeito e sua maneira de estar neste mundo. E, também, temos que saber nos tratar, pois não somos iguais a ninguém.

 

Finalização:

 

Cabe a nós acrescentar mais luz neste mundo, cada um da sua maneira. Começando com as nossas crianças, pois a educação e o amor proporcionado podem mudar o futuro destas vidas. Batista se tornou o homem que é, pois foi respeitado, orientado e acompanhado, podendo se tornar aquilo que nasceu para ser, seguindo o destino que o seu caráter (características essenciais inatas) o revelou.

Se você quer que as coisas mudem. Que a sua comunidade, sua cidade, seu estado, sua nação mude, mude também e seja o que quer que ela seja. Se quer que o universo que te envolve transforme-se em um lugar melhor, passe a ser melhor. Cresça até atingir o seu pleno potencial e forneça sucesso e alegria. Desta forma poderá ajudar os outros e contribuir para uma qualidade de vida melhor para todos.

Este é o um dos grandes segredos da Árvore da Flor de Ouro, para mudarmos o que está fora de nós primeiramente devemos mudar o que há dentro de nós mesmos. A Árvore da Flor de Ouro oportuniza às outras Árvores a mostrarem suas potencialidades demonstrando a sua luz, beleza e natureza. Em uma floresta ela destaca e oportuniza as outras Árvores destacarem-se.

Podemos chorar e angustiar pelas nossas dificuldades e conflitos, mas nunca devemos desistir de nós. Enfrente a sua passividade e sentimentos de incapacidade abrindo as portas da liberdade e de uma vida mais saudável.

Hoje vejo que o nosso maior medo não é de ser inadequados. O nosso maior medo é de sermos poderosos de mais. É a nossa luz e não a nossa escuridão que mais nos apavora. Ser pequeno não serve ao mundo. Não há nada de sábio em si encolher para as outras pessoas não se sentirem inseguras ao nosso redor. Nós todos fomos feitos para brilhar como as crianças. Não está apenas em alguns de nós, está em todos. Na medida que deixamos nossa luz brilhar, nós inconscientemente damos as outras pessoas a permissão de fazerem o mesmo na medida que liberamos do nosso medo. Nossa presença automaticamente libera os outros a serem o que são.

Revolucione a sua alma, o seu espírito, a sua capacidade de pensar e sentir, de enxergar. Revolucione a sua vida. Se assim fizer, estará plantando um jardim onde antes havia areia e pedras.

 

 

Seja VOCÊ MESMO!

 

Obrigado por ter dedicado o seu tempo para ler estas palavras. Desejo que Deus te toque com o Seu esplendor e que tenha muito sucesso e verdadeira felicidade.

Deus abençoe você.

 

Celso Cruz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    Sobre o Autor

 

 

 

Graduado em psicologia, com formação em psicologia analista, especializado em neuropsicologia e desenvolvimentos na área coaching.

 

Publicou o livro de poesia - Um Dia: Anjos e Rosas…

 

Trabalha atualmente nas áreas de Gestão da Qualidade e Psicologia na Prefeitura de Itapuranga-GO.

 

Prefeitura: Rua Prefeito João Batista da Trindade – nº 900 – Centro. CEP: 76.680-000 – Itapuranga-GO.

 

Contato: 62 3355-1188

Email: qualidade@itapuranga.go.gov.br

 

 

Contato Pessoal: 62 8421-7779

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Os olhos das palavras e expressão

Retiram da escuridão

A cura luminosa

Da Alma

 

Que é chamada para o destino

Nos passos do caminho

Se transforma

E multiplica.

 

Celso Cruz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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